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Ano 3 – nº 106 / sexta-feira, 20 de novembro de 2015

EDITORIAL

Base Nacional Comum Curricular: nó górdio da educação brasileira?

Quem acompanha com atenção o debate público sobre educação no Brasil percebe que a discussão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC)  tomou vulto de maior problema, ou maior questão a ser enfrentada e disputada por todos aqueles que defendem uma educação pública de qualidade no país. A elaboração da BNCC, determinada pelo Plano Nacional de Educação, extrapolou o restrito reduto do MEC e dos especialistas em educação, e tem mobilizado de forma crescente sujeitos posicionados nos mais diversos movimentos e espectros político-ideológicos. Leia mais.

Seminário Anual: Miguel Arroyo encerra seminário sobre a formação de professores

A última conferência do seminário anual do projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil será no dia 26 de novembro, com o professor da UFMG Miguel Gonzáles Arroyo. O professor encerra a serie de debates sobre os 180 anos de formação de professores no Brasil. O professor busca analisar as tensões na condição e no trabalho docente, assim como na formação profissional.

Esta é a oitava conferência do seminário que já recebeu a pesquisadora da FCC Bernadete Gatti, a professora emérita da UFMG e convidada da UFOP, Eliane Marta, a professora da UFS, Anamaria Bueno, professora da UFMG, Samira Zaidan, o professor da UNICAMP, Demerval Saviani, o professor da UFMG, João Valdir de Souza e o professor emerito da UFMG, Carlos Roberto Cury.

A conferencia com o professor Miguel Arroyo será no dia 26 de novembro, às 19 horas no Auditório Neidson Rodrigues da Faculdade de Educação da UFMG. A conferência será trasmitida ao vivo pela rádio Web FaE e também pelo canal do Projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil no YouTubeOutras informações emwww.pensaraeducacao.com.br

NAS ONDAS DA EDUCAÇÃO 

No dia 23 de novembro, o programa Pensar a Educação, Pensar o Brasil recebe a coordenadora do Centro de Convivência César Campos, do Bairro Cruzeiro. Vamos falar sobre a alfabetização de adultos com sofrimento mental acolhidos na unidade.

Segunda-feira também teremos a Agenda da Educação com eventos acadêmicos e culturais além do quadro Jovem Protagonista.

Todas as segundas-feiras, das 20h00 às 22h00, o programa Pensar a Educação Pensar o Brasil vai ao ar pela Rádio UFMG Educativa 104,5FM.

ENTREVISTA     

Cultura e luta dos negros em foco – Du Pente e Vanessa Marques  

No programa Pensar a Educação Pensar o Brasil do dia 16 recebemos dois organizadores do Festival Raízes da UFMG, Du Pente e Vanessa Marques. O evento que ocorreu durante esta semana em Belo Horizonte, buscou mostrar a cultura dos povos africanos e afrodescendentes e também levantar discussões importantes sobre a luta contra o racismo e o preconceito de gênero, em especial contra a mulher negra.  

CONVITE À LEITURA    

Memórias da escola 8 – Cleide Maciel – EXCLUSIVO

Certeza mesmo era de que, fora da gramática, não havia a menor chance de saber Português. A leitura ajudava muito, era fundamental, mas precisávamos ter o conhecimento das regras da boa escrita, para fazermos uma boa leitura.

EDUCAÇÃO EM DEBATE

Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir: uma visita, muitas ideias – Alexandre Fernandez Vaz  EXCLUSIVO

A recente onda de fanatismo ao qual estamos expostos surpreende os que ingenuamente deram como vencida uma batalha cultural que nem sempre é disputada à luz do dia.

Geração Moldada pelo terror: a educação e o choque de culturas – Tiago Tristão Artero – EXCLUSIVO

Nós, professores, ignorantes da nossa própria cultura, ainda cremos em direitos universais, mas não somos capazes de redesenhar a visão que temos da história do nosso próprio país.

A universidade às avessas – Folha de Pernambuco

Qualquer universidade de prestígio é regida por princípios básicos que norteiam a meritocracia acadêmica. Entre estes princípios, a pesquisa científica assume um papel central, pois possui efeitos significativos sobre os demais. Produtividade científica permeia as atividades fim e o objetivo primordial formar bons profissionais com conhecimentos técnicos, filosóficos, científicos e artísticos que produzam muitos efeitos benéficos na sociedade.

As tragédias lentas e as abruptas – Apolo Heringer Lisboa

A tragédia da barragem de rejeitos da VALE/BHP (Samarco) em Mariana encheu de lama todo o leito do Rio Doce, inundando margens de lama pesada que tudo destruía e matava, pessoas, animais, peixes, deixando mais mortes ainda nas consequências que virão.

Reorganização em São Paulo – Educação em Pauta – Marcus Taborda 
Dezenove escolas em São Paulo estão ocupadas contra o fechamento de 94 unidades. O plano da Secretaria de Estado de Educação é unir nas mesmas escolas alunos de um mesmo ciclo. Na coluna Educação em Pauta o professor Marcus Taborda conversou com o jornalista Vinicius Luis sobre a luta dos alunos. 

Leia mais.

SEÇÃO ESPECIAL: BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 

Pensar a decolonização do ensino de ciências – Francisco Ângelo Coutinho, Rebeca Cássia Andrade, Elisa Sampaio de Faria  EXCLUSIVO

Embora uma análise profunda do documento da Base Nacional Comum Curricular quanto à sua visão do que se entende por ciência, do que se deve aprender em ciência, do que conta como aprendizagem de ciência, e por aí afora, precise ser realizada, não é nessa vertente do debate que se inscreve o presente texto. 

Na Educação Infantil a Base Nacional Curricular poderá ser um ganho –Ademilson de Sousa Soares  EXCLUSIVO

Muitos que se manifestam contra a forma e conteúdo do debate em torno da possibilidade, ou não, de uma Base Nacional, o fazem ignorando as questões específicas de cada área, nível, etapa e/ou modalidade de ensino. O que temos de mais comum na educação brasileira é a diversidade. Isso foi, é e sempre será assim.

Relato sobre a Jornada de História da Anpuh Rio para discussão da BNCC –Diretoria ANPUH-Rio – EXCLUSIVO

Os representantes dos GTs e demais professores assinalaram aspectos considerados como problemáticos na proposta curricular de História, com destaque para a questão da distância entre escola e universidade, apontada por vários dos presentes.

Documento com nove argumentos contrários à BNCC – ANPEd e Associação Brasileira de Currículo

A Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação-ANPED, por meio do Grupo de Trabalho 12: Currículo, e com o apoio da ABdC/Associação Brasileira de Currículo, manifesta-se contrariamente ao documento orientador de políticas para Educação Básica apresentado pela SEB/MEC à consulta pública como Base Nacional Comum Curricular.

“De olho na mídia”: Base Nacional Comum e Avaliação Nacional de Alfabetização – ANPEd

O tema “Educação” marcou o mês de setembro no Brasil. Assuntos como Enem, greve nas universidades federais, retirada do termo ‘gênero’ de planos de educação e cortes governamentais em programas como Pronatec e Ciências Sem Fronteiras foram assuntos pautados pela mídia nos últimas 30 dias. 

Centralização e padronização dos Currículos: posições e tomadas de posição Antônio Augusto Gomes Batista, Rosario Lugli e Vanda Ribeiro – 37ª Reunião Nacional da ANPEd

A pesquisa teve por objeto a construção do espaço de posições e das tomadas de posição – correspondentes a essas posições – sobre o debate a respeito do processo de centralização e padronização curricular.

Currículo Nacional – ruim sem ele, pior com ele –  João Batista Augusto e Oliveira – Simon’s Site

Este artigo é ao mesmo tempo um alerta e uma convocação. O alerta está no título. Para fundamentar a convocação, ao final, preciso, antes, apresentar os argumentos. Faço-o comparando a experiência dos países onde a educação funciona com a proposta recém-apresentada pelo Ministério da Educação (MEC). O limitado espaço força a concisão, para o que conto com a benevolência do leitor.

Febre Curricular – Entrevista com Antônio Augusto Gomes Batista – Por Rubem Barros

As redes estaduais de educação estão passando por uma verdadeira corrida de atualização em seus documentos curriculares, desencadeada pela percepção comum de que a falta de direcionamentos mais claros sobre o que aprender vem atrapalhando o desempenho de professores e alunos brasileiros. Na tentativa de entender esse processo, o Cenpec realizou  um conjunto de pesquisas para descrever e analisar os documentos curriculares e as mudanças ocorridas entre os anos de 2009 e 2014.

Algumas questões sobre a existência de uma Base Nacional Comum – Ilona Becskeházy – Site do Instituto Alfa e Beto

Em primeiro lugar, sendo ou não uma boa ideia, precisamos elaborar algum documento porque está previsto na no artigo 210 da Constituição Federal e nos artigos 26 a 28 da LDB. Entretanto, como se sabe, não é porque uma normativa está prevista em lei que torna-se vantajosa para a população ou para o desenvolvimento social e econômico do País. 

Perdidos na Base – Simon’s Site

A proposta da Base Nacional lista todas as coisas boas de que os jovens devem ser capazes. Basta ler alguns dos dez “direitos à educação” listados para ver o tom geral: “debater e desenvolver ideias sobre a constituição da vida, da Terra e do Universo, sobre a transformação nas formas de interação entre humanos e com o meio natural, nas diferentes organizações sociais e políticas, passadas e futuras, assim como problematizar o sentido da vida humana e elaborar hipóteses sobre o futuro da natureza e da sociedade”. 

ENTREMEMÓRIAS

Professor Paulo dos Santos – “Vencer na vida pelo estudo e pelo trabalho!”– Nicola José Frattari Neto e Betânia de Oliveira Laterza Ribeiro – EXCLUSIVO

Sua atuação humanista, voltada sobremaneira para o meio social em que o aluno estava envolvido, permitiu um trabalho de cunho socioeducacional, integrando o jovem ao mercado de trabalho e a princípios éticos e morais sem exclusivamente reter-se a um viés religioso.

Tributo à profa. Dra. Maria do Carmo Xavier – Luciano Mendes de Faria Filho –EXCLUSIVO

Mas, com jeito ou sem jeito, o fato é que, a Carminha e várias outras mulheres e homens de sua geração contribuíram muito para que a universidade brasileira seja, hoje, o que ela é. Sem a entrada de mulheres e homens pobres e negros na universidade como professores, essa instituição, sobretudo a pública, não teria se transformado, não estaria se transformando.

À Carminha, com ternura!  Joaquim Ramos – EXCLUSIVO

As lembranças e a saudade ficarão eternizadas na beleza, no riso, no abraço sincero e aconchegante, na tonalidade da voz, no jeito sério, no modo de ser companheira, amiga, filha, mãe, esposa, irmã…Um jeito dela, com uma história única…  E quem conheceu esse jeito e essa história, sabe que a História a moldou daquele jeito: sem mais, sem menos…

PESQUISA EDUCACIONAL

CARVALHO, Maria Eulina Pessoa de; RABAY, Glória. Usos e incompreensões do conceito de gênero no discurso educacional no Brasil. Estudos Feministas, Florianópolis, v.23, n.1, p.119-136, jan.-abr. 2015.

Gênero é um conceito de difícil compreensão e tem se tornado praticamente sinônimo de sexo na linguagem comum e até mesmo acadêmica. Este trabalho, assinala usos e incompreensões deste conceito no campo educacional no Brasil e suas implicações para as políticas e práticas educacionais. 

Pesquisa concluída – A escola em tempos de festa: poder, cultura e práticas. educativas no. Estado Novo (1937-1945) – Aline Choucair Vaz

A pesquisa procurou salientar a importância da escola e de sua exteriorização, por meio das comemorações cívicas, no ensino primário, para um projeto de formação da Nação.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Inova Minas FAPEMIG expõe 70 projetos mineiros – Vivian Teixeira  EXCLUSIVO

Pela primeira vez no estado e no Brasil, projetos financiados com recursos públicos serão apresentados à população. Essa é a principal proposta do Inova Minas FAPEMIG, que acontece nos dias 23 e 24 de novembro, no Palácio das Artes.

Universidade reitera a importância de divulgar a Ciência no II Fórum de Cultura Científica da UFMG – Thayse Menezes e Yolanda Assunção – EXCLUSIVO

O evento promovido pela Diretoria de Divulgação Científica da instituição, busca realizar debates e discussões de temas relacionados à cultura e divulgação científica. Nesta segunda edição, o foco foi à formação da comunidade acadêmica para a disseminação do conhecimento científico produzido por grupos de pesquisa.

Rumo à popularização da ciência – Jornal da Ciência

Com o intuito de diminuir a distância entre a produção científica e a população, principalmente junto aos estudantes de escolas públicas, o Socializar, um projeto de extensão da Universidade Federal de Goiás (UFG) em parceria com a SBPC/GO, a ONG Cultura Cidade e Arte, e escolas públicas municipais e estaduais de Goiânia, tem trabalhado com afinco para engajar o público com a ciência.

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EDUCAÇÃO PELO BRASIL
Projeto de lei prevê prisão de docente que falar sobre “ideologia de gênero” – Centro de Referências em Educação Integral

Atualmente, tramitam no Congresso Nacional ao menos cinco projetos de lei que têm como objetivo interferir diretamente nos conteúdos abordados nas salas de aula, evitando a “doutrinação política e ideológica”.

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AMÉRICA LATINA

Doce millones de razones para comprometerse (Clarín, Argentina)
Esta nueva instancia de balotaje, como todas las elecciones, sigue siendo una oportunidad privilegiada para instalar en la agenda pública y profundizar los temas que afectan a los 12 millones de niños, niñas y adolescentes que viven en el país. 

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PENSAR INDICA

Essa semana o Pensar Indica traz duas páginas do Facebook que reúnem vasto material sobre dois acontecimentos que têm mobilizado o Brasil: o rompimento das barragens da Samarco/Vale, em Mariana-MG e a reorganização, proposta pelo governo estadual de São Paulo, das escolas paulistas. A página Tragédia das Minas é formada pela união de pessoas que trabalham na divulgação de notícias, protestos realizados em todo o Brasil e pontos de coleta de doações. Já a página O Mal Educado, tem divulgado informações sobre as ocupações, realizadas por alunos(as), nas escolas paulistas. Na página é possível acompanhar o cotidiano das escolas, novidades sobre as negociações com o governo e formas de contribuição para as ocupações. 

INDICAÇÃO DO LEITOR

Simon Schwartzman – Simpósio “Desafios da Educação Técnico-Científica no Ensino Médio”

Academia Mineira de Letras – Centenário João Camillo de Oliveira Torres + Autor na Academia

Coordenação do Projeto Brasiliana – Conferência “Narrativas da experiência.” O tempo e seus ritmos no fin de siécle em colaborações de letrados brasileiros e argentinos na Revista Brasileira (1895-1899) e da La Biblioteca (1896-1898)

IEAT/UFMG  Colóquio Educação Superior: dimensões e perspectivas transdisciplinares – cursos e percursos interdisciplinares

Suzana dos Santos – Mesa-Redonda e Lançamento do Livro “Políticas e Práticas na Educação Básica e Superior”

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OPINIÃO DO LEITOR

Bilie HardDay em 15/11/2015 (LIVRE EXPRESSÃO – Edição 105 – 13/11/2015 – Alguém – Flávia Tunes)

Maravilhoso

Remi Castioni em 14/11/2015 (EDITORIAL – Edição 105 – 13/11/2015 –Expansão do Ensino Superior Público: é preciso desobstruir a discussão!)

Este debate já deveria ter ocorrido. A universidade humboldtiana brasileira não tem como dar vazão a demanda. Temos que ver as experiências das 18 universidades novas criadas no Brasil. O modelo em curso da UFSBA e conduzida pelo professor Naomar tem ótimas indicações.

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TIRINHA

A verdadeira reestruturação escolar em SP – Esquerda Diário

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Projeto Pensar a Educação, Pensar o Brasil 1822/2022

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