Por entrememórias

Gabriela Albanás Couto

João Victor da Fonseca Oliveira

 

No limiar daquilo que vem à tona e do que se oculta à posteridade, resguardam-se, muitas vezes, testemunhos aos quais queremos lançar luz. Projetos, debates públicos, histórias regionais, memórias cedidas ao tempo e ao resgate, também sonhos e, por que não dizer, sua outra face, as desilusões. Vidas que interseccionaram as práticas de aprender e ensinar, ou mesmo que se dispuseram à discussão sobre o grande tema da Educação.

A coluna Entrememórias deseja, de diferentes formas, construir pontes que deem voz àqueles e àquelas que sem tê-la não puderam compor o panteão dos registros oficiais, tornando-os aqui convidados ao anúncio de suas memórias. Ao tempo que tudo arrasta, esperamos memorar experiências que compuseram o mosaico de práticas e representações da educação e, assim, encontrar palavras que o impeçam finalmente de inexistir.

Queremos trazer também a este espaço de conversa, por um lado, intelectuais que de forma ou outra se dispuseram ao debate por um projeto de educação (em sua compreensão mais alargada possível), e de outro, aqueles que marcaram os imaginários de grupos locais, por suas práticas e gestos ocupados em ensinar da forma como puderam fazê-lo.

Seguiremos por entre lampejos e cascalhos de memórias e histórias da Educação, em meio às sensibilidades, práticas, formas e gestos que a constituem. Se “a morte é um não saber do vivo” (Rancière), desejamos vida longa às memórias, por entre as quais pretendemos seguir, partilhando de sua companhia.

 

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