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Experiências vivenciadas no PROMOB

Elaine A. Teixeira Pereira

Durante o ano de 2017, estive em algumas missões de estudos como integrante do Programa de Estímulo à Mobilidade e ao Aumento da Cooperação Acadêmica da Pós-G­raduação em Sergipe (PROMOB), realizado em parceria entre a Universidade Tiradentes (UNIT), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde sou aluna do curso de Doutorado, do Programa de Pós-Graduação em Educação.

A primeira das atividades foi a participação no Colóquio de Verão 2017, promovido pelo Projeto Pensar a Educação, Pensar o Brasil – 1822-2022 a fim de proporcionar, aos seus integrantes, estudos e aprofundamentos em temas ligados à educação. O colóquio foi realizado em Lavras Novas/MG, entre 15 e 18 de fevereiro, e contou com duas professoras responsáveis pela condução das aulas: Claudia Mayorga e Ângela Alonso. A primeira tratou do tema “Movimentos sociais no eixo sul-sul: a pluralização do sujeito da ação política”, e a segunda, “Pensamento Social Brasileiro e movimentos intelectuais”.

Outra experiência a ser citada é a participação na comissão organizadora da reunião nacional para a discussão de pesquisas ligadas aos programas “Moderno, Modernidade, Modernização: a educação nos projetos de Brasil (séculos XIX e XX) e “A educação nos projetos de Brasil: espaço público, modernização e pensamento histórico e social brasileiro nos séculos XIX e XX”. O evento foi realizado no Centro de Ciências da Educação da UFSC, nos dias 06 e 07 de junho, com o tema “Educação e Modernização no Pós-Guerra”.

Após isso, há que ser citada a experiência de acolher Maryluze Souza Santos Siqueira, doutoranda da UNIT e intercambista do PROMOB. Para sua permanência na UFSC, durante o mês de agosto, uma agenda de atividades acadêmicas precisou ser articulada, aliando momentos de estudos em grupo, eventos para participação, discussões de pesquisas ligadas ao projeto de tese de Maryluze, reuniões de planejamento e avaliação do intercâmbio. Esta tarefa foi realizada por mim, sob a supervisão de minha orientadora, professora Maria das Dores Daros.

Além do Colóquio de Verão 2017, outro evento do Pensar a Educação, Pensar o Brasil – 1822-2022 do qual participei como intercambista Promob foi o Colóquio de Inverno, realizado na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e na UFMG, nos dias 05 e 06 de setembro. Esteve conosco a professora Ângela de Castro Gomes, que tratou do tema “Intelectuais e Educação”. Em diálogo com as pesquisas desenvolvidas no Programa “Moderno, Modernidade, Modernização: a educação nos projetos de Brasil (séculos XIX e XX)”, professora Ângela tratou da temática especialmente a partir do livro Intelectuais Mediadores: práticas culturais e ação política (2017), organizado por ela e por Patrícia Santos Hansen.

Entre 04 de outubro e 05 de novembro estive em missão/intercâmbio na UFMG, onde, sob a orientação do professor Luciano Mendes de Faria Filho, desenvolvi atividades constantes em um plano de trabalho previamente elaborado. Há que se destacar, nessa experiência, a relevância dos estudos, aprofundamentos e das discussões realizadas, o fortalecimento de laços com colegas e professores, bem como a ampliação da rede de relações no âmbito acadêmico. Foram atividades desse mês de intercâmbio: *participação na disciplina interinstitucional História da Educação: temas e problemas, ministrada em parceria entre os Programas de Pós-Graduação em Educação da UFMG, da UEMG, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET/MG); *participação em conferência da disciplina Pensar a Educação Pensar o Brasil: A Universidade e a Cidade, na UFMG; *participação em duas edições do programa de rádio do Pensar a Educação Pensar o Brasil – 1822-2022; *participação em estudos e discussões com docentes e discentes da UFMG e da UNIT; *escrita de textos para o Jornal Pensar a Educação em Pauta (uma das iniciativas do Pensar a Educação Pensar o Brasil – 1822-2022); *passeios culturais nas cidades de Belo Horizonte, Mariana e Ouro Preto (MG); *visita ao Museu de Arte Contemporânea de Inhotim (MG); *participação em atividades do Centro de Pesquisa em História da Educação (GEPHE), da Faculdade de Educação da UFMG; *organização do livro Sentidos da Educação e projetos de Brasil – séculos XIX e XX.

O livro, organizado em parceria com a professora Maria das Dores Daros, reúne textos escritos pelos discentes integrantes do Promob, em co autoria com seus orientadores. Além da composição de um dos capítulos do livro, juntamente com a doutoranda Tatiane Modesti e a professora Maria das Dores Daros (ambas integrantes do Promob), posso dizer que a experiência de organização da coletânea foi uma experiência de grande valor. Conforme destaquei no relatório das atividades desenvolvidas durante o intercâmbio, a leitura atenta dos textos que vieram a integrar o livro trouxe aprendizagens diversas, que tanto dizem respeito aos aspectos teóricos e metodológicos de tais produções, quanto às suas contribuições para o campo da história da educação. Reflexões sobre o processo de produção do conhecimento e sobre a escrita acadêmica também puderam ser aí tecidas: a percepção sobre os estilos de escrita, a forma como os autores constroem seus argumentos, os nuances quando à estruturação dos textos, certamente somaram-se ao repertório – para utilizar um conceito mobilizado pela professora Ângela Alonso – que venho construindo como aprendiz de pesquisadora, na condição de doutoranda de um Programa de Pós-Graduação em Educação.

Uma última atividade a ser citada neste relato de experiências é o Seminário de encerramento do PROMOB, realizado na UNIT, em Aracaju/SE, entre 10 e 14 de novembro, do qual participei da mesa que teve por objetivo relatar experiências de alunas/os intercambistas do Promob. Como discente representante da UFSC, dividi a mesa com Gustavo dos Santos, que falou em nome da UNIT, e Sidmar dos Santos Meurer, representante da UFMG. Foi uma alegria e uma honra representar minha instituição neste evento e estar ao lado dos citados colegas falando sobre algumas das tantas vivências das/os intercambistas do programa de mobilidade e cooperação acadêmica em questão.

Posso dizer que o intercâmbio possibilitou a ampliação de minha formação acadêmica por meio das diversas atividades e parcerias: novas parcerias estabelecidas, ou outras já existentes e agora ampliadas e solidificadas. Circular em diferentes espaços de formação, com destaque para a UFMG, onde estive de forma mais intensa, e a UNIT, que tive a satisfação de conhecer durante o Seminário de encerramento do PROMOB, possibilitou vivenciar outras realidades e culturas, bem como ampliar meu olhar quanto às formas de ser e estar na universidade.

Penso que iniciativas como essa, que docentes e discentes vinculados à UNIT, à UFMG e à UFSC vivenciaram durante a participação no Promob, deveriam ser multiplicadas nas universidades e agências de fomento brasileiras. Assim, futuros programas de mobilidade e cooperação acadêmica poderiam se constituir como um diferencial nos processos formativos de outros pós-graduandos, tornando-se para eles experiência ímpar de formação, assim como o foi em minha trajetória.

Florianópolis, dezembro/2017

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