Relatório de trabalho missão de estudos CAPES intercâmbio estudantil PROMOB/UFMG 2017 – Elaine Aparecida Teixeira Pereira

Aluna: Elaine Aparecida Teixeira Pereira

Orientadora na UFSC: Profa. Dra. Maria das Dores Daros

Orientador durante o intercâmbio: Prof. Dr. Luciano Mendes de Faria Filho

No período entre 04 de outubro e 05 de novembro de 2017 estive em missão de estudos no âmbito do Programa de Estímulo à Mobilidade e ao Aumento da Cooperação Acadêmica da Pós-Graduação em Sergipe (PROMOB), realizado em parceria entre a Universidade Tiradentes (UNIT), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde sou aluna do curso de Doutorado, do Programa de Pós-Graduação em Educação.

Durante a missão/intercâmbio na UFMG, desenvolvi as atividades constantes em meu plano de estudos, sob a orientação do professor Luciano Mendes de Faria Filho. Há que se destacar, nessa experiência, a relevância dos estudos, aprofundamentos e das discussões realizadas, o fortalecimento de laços com colegas e professores, bem como a ampliação da rede de relações no âmbito acadêmico.

Dentre as experiências vivenciadas no intercâmbio, podem ser elencadas as seguintes:

  • Participação na disciplina interinstitucional História da Educação: temas e problemas, ministrada em parceria entre os Programas de Pós-Graduação em Educação da UFMG, da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET/MG).
  • Participação em conferência da disciplina Pensar a Educação Pensar o Brasil: A Universidade e a Cidade, realizada na UFMG.
  • Participações no programa de rádio do Pensar a Educação Pensar o Brasil – 1822-2022[1], que semanalmente discute temas ligados à educação. Numa das ocasiões, estive no programa comemorativo aos 10 anos da iniciativa; na outra, participei do programa especial sobre a experiência de fazer parte do PROMOB, juntamente a outros discentes e a alguns dos docentes que realizaram intercâmbio/missões de estudos.
  • Participação de atividades do Programa de Pesquisa A educação nos projetos de Brasil: espaço público, modernização e pensamento histórico e social brasileiro nos séculos XIX e XX. Numa delas, houve a discussão de meu projeto de Tese, situação na qual pude refletir sobre aspectos relevantes da pesquisa.
  • Realização de estudos e discussões com pesquisadores ligados ao Programa de pesquisa acima citado, que trabalham com temáticas relacionadas à modernização educacional, à educação rural, e outras afins. Citando as outras intercambistas PROMOB, isso aconteceu especialmente com as colegas doutorandas Tatiane Modesti (UFSC) e Maryluze Souza Santos Siqueira (UNIT).
  • Parceria com o colega doutorando Gustavo dos Santos (UNIT), tanto no que se refere a discussões sobre o processo de doutoramento e sobre nossos objetos de pesquisa, quanto a experiências acadêmicas diversas: escrita de texto para o Jornal Pensar a Educação em Pauta (uma das iniciativas do projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil); sistematização de experiências vivenciadas no âmbito do PROMOB; passeios culturais, como a visita às cidades de Mariana e Ouro Preto (MG).
  • Momentos culturais em visita às cidades de Mariana, Ouro Preto, Sete Lagoas e Brumadinho, todas em Minas Gerais. Há que se destacar, dentre elas, a experiência estética de estar no Museu de Arte Contemporânea de Inhotim.
  • Participação na defesa de Dissertação da então mestranda Luísa Marques de Paula, na FaE/UFMG, também integrante do PROMOB.
  • Participação de atividade do Centro de Pesquisa em História da Educação (GEPHE), da FaE/UFMG, para a discussão da pesquisa do doutorando Paulo Henrique Alves, sobre história da Educação Musical em Ouro Preto.
  • Escrita de textos para o Jornal Pensar a Educação em Pauta; de relatos de experiências vividas no âmbito do PROMOB; de trabalhos para a disciplina cursada.
  • Realização de pesquisa na biblioteca da Faculdade de Educação – Fae/UFMG.
  • Organização do livro Sentidos da Educação e projetos de Brasil – séculos XIX e XX, em parceria com a professora Maria das Dores Daros, que reúne textos escritos pelos discentes integrantes do PROMOB, em coautoria com seus orientadores.
  • Composição de um dos capítulos do livro Sentidos da Educação e projetos de Brasil – séculos XIX e XX, em coautoria com a doutoranda Tatiane Modesti e a professora Maria das Dores Daros, ambas integrantes do PROMOB.

Além dessas atividades, a participação no PROMOB se deu também por outras que ultrapassaram o período de intercâmbio na UFMG. Foi o caso de dois dos quatro encontros da disciplina interinstitucional História da Educação: temas e problemas (um realizado no mês de agosto e outro em novembro). Ademais, houve a participação no Colóquio de verão 2017, que aconteceu em Lavras Novas/MG no mês de fevereiro, e no Colóquio de inverno 2017, realizado na UEMG e na UFMG no mês de setembro, ambas iniciativas do Pensar a Educação Pensar o Brasil. Outro evento a ser citado é o Seminário de encerramento do PROMOB, realizado na UNIT, em Aracaju/SE, no mês de novembro, no qual participei de uma das mesas de discussão e relatos de experiências, como discente representante da UFSC. Fui também integrante da comissão organizadora de um dos eventos do PROMOB, ocorrido na UFSC, no mês de junho, ocasião em que vivenciei os desafios de participar da coordenação de um evento. Uma última experiência a ser citada aqui também está relacionada ao receber, mais especificamente ao acolher uma intercambista do PROMOB. Para a permanência, na UFSC, de Maryluze Souza Santos Siqueira, doutoranda da UNIT, uma programação de atividades acadêmicas precisou ser articulada e alguns procedimentos precisaram ser viabilizados. Esta tarefa foi realizada por mim, sob a supervisão de minha orientadora, professora Maria das Dores. Assim, pude ter mais essa experiência, devido à participação no PROMOB.

Gostaria de destacar que o processo de organização do livro Sentidos da Educação e projetos de Brasil – séculos XIX e XX, em parceria com minha orientadora, professora Maria das Dores Daros (coordenadora do PROMOB na UFSC), e em diálogo direto com os professores Luciano Mendes de Faria Filho (meu orientador e coordenador do PROMOB na UFMG) e Raylane Andreza Dias Navarro Barreto (coordenadora geral do PROMOB), constituíram-se em uma rica experiência acadêmica. A leitura atenta dos textos que vieram a integrar o livro trouxe aprendizagens diversas, que tanto dizem respeito aos aspectos teóricos e metodológicos de tais produções, quanto às suas contribuições para o campo da história da educação. Reflexões sobre o próprio processo de produção do conhecimento e sobre a escrita acadêmica também puderam ser aí tecidas: a percepção sobre os estilos de escrita, a forma como os autores constroem seus argumentos, os nuances quando à estruturação dos textos, certamente somaram-se ao repertório – para utilizar um conceito mobilizado em três dos nove capítulos do livro, amparados nas pesquisas desenvolvidas pela socióloga brasileira Ângela Alonso – que venho construindo e mobilizando como aprendiz de pesquisadora, na condição de doutoranda de um Programa de Pós-Graduação em Educação.

No plano de estudos elaborado anteriormente, havia escrito que o período de intercâmbio possibilitaria a ampliação de minha formação acadêmica por meio das diversas atividades e parcerias (que seriam estabelecidas ou solidificadas). Realmente, e felizmente, não estava enganada quando fiz a afirmação e posso dizer agora, passada a experiência, que todas as expectativas e os objetivos foram alcançados – e, em certo sentido, superados. Assim, circular entre diferentes espaços de formação, com destaque para a Universidade Federal de Minas Gerais, onde estive de forma mais intensa, e a Universidade Tiradentes, que tive a satisfação de conhecer durante o Seminário de Encerramento do PROMOB, possibilitou vivenciar outras realidades e culturas, bem como ampliar meu olhar quanto às formas de ser e estar na universidade.

Por fim, gostaria de considerar que experiências como essas que docentes e discentes vinculados à UNIT, à UFMG e à UFSC vivenciaram nos dois anos de vigência do PROMOB, deveriam ser multiplicadas entre as instituições universitárias e seu público. Assim, ao mesmo tempo em que parabenizo pela aposta e pela iniciativa, deixo registrados meus votos de que esse programa de mobilidade e cooperação acadêmica possa continuar e se constituir em diferencial nos processos formativos de outros pós-graduandos, mestrandos e doutorandos de universidades brasileiras, tornando-se para eles experiência ímpar de formação, assim como o foi em minha trajetória.


[1]O projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil 1822-2022 articula ações de ensino, pesquisa e extensão que tem como mote a reflexão acerca da educação pública. É desenvolvido desde o ano de 2007 por docentes e discentes em sua maioria pertences à Faculdade de Educação da UFMG e seu Centro de Pesquisa em História da Educação (GEPHE). Uma série de ações fazem parte do Pensar a Educação Pensar o Brasil: um programa semanal de rádio; projetos de pesquisa (como o Programa A educação nos projetos de Brasil: espaço público, modernização e pensamento histórico e social brasileiro nos séculos XIX e XX); seminários; séries de publicações; periódicos (Pensar a Educação em Revista; Revista Brasileira da Educação Básica; e o jornal semanal Pensar a Educação em Pauta).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *