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Jovens Negros – Rovena Rosa Agência Brasil

Precisamos falar sobre colorismo, população negra uni-vos!

Lais Melo

A onda colorista ou o termo colorismo surgiu em 1982, quando a escritora Alice Walker, publica seu livro “If the Present Looks Like the Past, What Does the Future Look Like?” Traduzido em português para: “Se o presente se parece com o passado, como será o futuro?”. Um termo utilizado para diferenciar várias tonalidades da pele negra, do tom mais claro ao tom mais escuro. Essas tonalidades da pele negra também permitem a inclusão ou a exclusão na sociedade.

O colorismo cria tonalidades de pele como se fosse uma classificação de lápis de cor em tons claros e escuros. Na contemporaneidade, esse tipo de classificação pode facilitar a vida de quem tem a pele mais clara e dificultar o dia a dia quem tem a pele mais escura. Por exemplo: uma pessoa negra com a tonalidade da pele mais clara, tem uma “certa” aceitação na sociedade, ela pode conseguir emprego mais fácil, por exemplo, por ter a pigmentação da pele mais próxima da etnia branca.

É fácil detectar algo relacionado ao colorismo, pelo simples fato de anular a etnia, tentar camuflá-la criando apelidos como: café com leite, marrom bombom, cor de jambo, morena jabuticaba, neguinha e por adiante. Assim, o colorismo sempre tenta diferenciar as tonalidades da pele, como se isso tornasse o indivíduo menos negro, mais semelhante ao branco, e através dele, a sociedade reforça o preconceito, dando continuidade no desempoderamento da sociedade, que tem 51% da sua população negra, que se faz presente nos espaços sociais como: trabalho, locais de lazer e escolas, provocando insegurança, instabilidade e falta de identidade e pertencimento à cultura negra.

Precisamos falar sobre colorismo, pois quanto mais as pessoas tiverem a noção do que isso pode causar na própria vida, e na do próximo, teremos uma sociedade mais consciente, menos alienada e mais representativa, ocupando espaços que de fato pertence. A população negra unida, anula os frutos do racismo estrutural, qual foram fincados nas raízes do Brasil.


Imagem de destaque: Rovena Rosa/ Agência Brasil

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