Parabéns, trabalhadores em educação!​

Carlos Henrique Tretel

Car@ leitor@, às palavras de Beatriz Cerqueira* proferidas logo após a realização da Assembleia Estadual dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, em 06 de abril, só nos resta acrescentar que, ao lado daqueles das escolas estaduais,   os trabalhadores em educação que aderiram à greve nas escolas municipais também deveriam ser recebidos em suas comunidades escolares com flores e abraços, envolvimento esse reconhecido pela própria Beatriz, aliás,  no decorrer de seu pronunciamento. 

 

No mais, só nos resta aplaudir de pé todos os que aderiam à greve nacional que culminou com a vitória dos que acreditam na vida plena das gerações presentes e das futuras, de maneira que nos seja possível manter, com fundamentadas razões, a esperança de que os planos de educação sejam um dia, em plenitude, implementados em nosso país.  

Em virtude dessa vitória histórica dos trabalhadores em educação, se impediu, por ora, que a carreira de educador público (em suas diversas manifestações) fosse ainda mais desvalorizada, ao arrepio, aliás, do que sinalizam todos os planos de educação que, indistintamente, apontam para direção oposta, da necessária valorização. Se hoje os jovens já demonstram pouco interesse com a carreira de educador, imagine só como será se dessa carreira for retirado o direito legítimo de se aposentar… Certo é que se isso acontecer não haverá plano de educação que mantenha a mínima possibilidade de dar certo… 

Assim, festejemos muito mesmo em todas as comunidades escolares o retorno de nossos heróis, porque a vitória obtida é, de fato, fundamental para que continuemos tendo razões objetivas para acreditarmos que, um dia, os planos de educação sejam, repito, levados a sério. Mas, ato contínuo, recebidas as flores, os abraços e os aplausos, continuemos na luta, posto que a guerra ainda não está vencida. Vamos, pois, às rodas de conversa com as mães, os pais e os alunos, objetivando leva-los todos conosco ás ruas na grande greve geral que se articula para o dia 28.  

Até que estejam fora Temer e suas propostas indecentes! 

 

Parabéns, trabalhadores em educação! Continuemos, no entanto, na luta! 

*Leia, na integra, a fala de Beatriz Cerqueira:

“No dia 17 de abril, professores e professoras, auxiliares de serviços, assistentes técnicos, especialistas da rede estadual deveriam ser recebidos com flores e abraços em cada escola estadual! E o que mais de bom cada um pudesse dar! Deveria ter uma grande mesa para um café da manhã/almoço ou jantar coletivo, homenagem a cada um que aderiu à greve nacional da educação. Ontem foi uma assembleia difícil, porque as pessoas vieram com expectativas diferentes! Prevaleceu o que a maioria votou. Mas não é possível resumir o movimento a uma assembleia. Não são raras as vezes que fazemos isso e perdemos a oportunidade de consolidarmos nossa força de articulação entre nós e na sociedade! Por vezes cometemos o erro de achar que a greve é um fim em si mesmo e não um instrumento, que enquanto está forte, ela deve continuar, até ficar fraca… e não termos condições de continuar. Temos a cultura de fazer o movimento analisando apenas a nossa força e não a conjuntura e os passos dos inimigos, suas condições, fraquezas e pontos fortes! Ontem a greve estava forte. Uma das mais fortes que já vivi. E foi por isso que 58% das assembleias locais realizadas antes da assembleia estadual decidiram por uma suspensão temporária! As flores são porque impedimos até agora a votação de uma reforma que traria prejuízos a alunos e suas famílias. Prejuízos irreparáveis. Hoje o governo ilegítimo Temer não tem maioria para votar a reforma da previdência. Se uma categoria pôde fazer isso, imagina a nossa força se mais categorias pararem. Mas esta guerra não acabou, ganhamos uma batalha, cuja vitória se torna maior ao conquistarmos a garantia de que em Minas Gerais o Governo estadual não fará a terceirização que o Congresso acabou de aprovar assim como não fará nenhuma medida que prejudique o servidor público que for aprovada no mesmo Congresso. Está escrito e assinado! Se isso não é conquista, não sei o que pode ser! Ganhamos esta batalha e precisamos ganhar a guerra. A diferença é que na guerra tradicional os comandantes vão sacrificando a vida dos soldados! Na nossa guerra, vamos juntos sem oferecer o sacrifício de alguns! Jamais tivemos o envolvimento de tantas redes municipais em nossos movimentos, como jamais conversamos tanto com a sociedade! No dia 08 de março eram poucos que acreditavam no movimento. Persistimos e estamos fazendo o maior movimento do Brasil de luta contra a reforma da previdência. A partir do 17 teremos duas semanas para dialogar com a comunidade escolar sobre a terceirização, reforma trabalhista e da previdência para sairmos mais fortes na greve geral do dia 28 de abril! E para retomarmos a greve a qualquer momento, com pais e alunos ao nosso lado, de acordo com os próximos passos do governo na tentativa de retirar nossos direitos.” (Beatriz Cerqueira, SindUte-MG, em 07 de abril de 2017) 

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