OSFE – família e escola contra a desigualdade

Dentre mais de 30 grupos de pesquisa da Faculdade de Educação da UFMG, o grupo “Observatório Sociológico Família e Escola – OSFE” se destaca no pioneirismo e na interlocução com diversas universidades.

 Letícia Pires

Criado em 2003 pela professora Maria Alice Nogueira, o Observatório Sociológico Família e Escola já agregou ao longo de sua história diversos pesquisadores da área de sociologia da educação dentro da FAE-UFMG. A consolidação do grupo se deu com a chegada de  pesquisadores como os professores Cláudio Marques Nogueira, Maria José Braga Viana e Tânia de Freitas Resende, que atualmente responde pela coordenação. O OSFE tem como base de trabalho pesquisas coletivas e individuais e ainda realiza a interlocução regular com diversos pesquisadores e grupos de várias universidades brasileiras. 

Como expresso em seu nome, o principal objetivo do grupo é investigar a temática Família – Escola, desvendando as dinâmicas familiares e os processos internos de escolarização, pensando  ainda, na questão primordial das desigualdades educacionais. Para a professora Tânia Resende, esse último ponto se destaca no Brasil, um país que ainda não conseguiu assegurar o direito à educação para todos, de fato. Segundo ela, “as desigualdades tocam o objetivo central da educação, que é o direito de todos à aprendizagem, formação e desenvolvimento proporcionados pela educação formal. Quando percebemos que esse direito não é alcançado por todos da mesma forma, torna-se fundamental compreender o motivo dessa desigualdade; Nesse contexto, entende-se as famílias e as escolas como instâncias centrais – integradas direta e indiretamente – para a garantia desses direitos”. 

Essa temática, ainda pouco explorada até as últimas décadas do século XX, é definitiva para a promoção de políticas públicas e educacionais. Os integrantes do OSFE, a partir disso, vêm aliando às suas pesquisas algumas atividades de extensão que realizam  ações junto à comunidade externa e as instâncias de governo. Um exemplo é a pesquisa realizada pela atual coordenadora, Tânia Resende, e o professor Guilherme de Alcântara que, junto à Secretaria de Educação de Belo Horizonte, acompanharam grupos de famílias nos Conselhos Municipais de Educação, a fim de assessorar, contribuir com reflexões, construir propostas de desdobramentos com as famílias e envolver pais na participação política da educação.

O Observatório, busca solidificar e problematizar a relação família e escola e sua interlocução com as desigualdades. Assim, em um contexto de políticas educacionais que tendem a priorizar privatizações e desqualificar as escolas públicas e outras políticas dedicadas à toda a população, o que pode acirrar ainda mais a desigualdade no país, é importante defender os direitos já conquistados. “Temos que ter uma premissa clara que é a da importância da educação pública como garantia de direitos. O caráter público da educação tem que ser fortalecido porque devemos pensar na educação como uma política de estado e de garantia de direitos, e não como uma área de mercado” declara a professora Tânia.

Além dos professores Maria Alice Nogueira, Cláudio Marques Martins Nogueira, Maria José Braga Viana, Tânia de Freitas Resende e Guilherme de Alcantra, a equipe também é formada por Maria Amália de Almeida Cunha, Frederico Assis Cardoso e Priscila de Oliveira Coutinho. O grupo ainda conta com os bolsistas de iniciação científica Brenda Cristina Rodrigues, Danillo Fernandes Barcelos, Lyndon Johnson de Sousa Matos Júnior, Maria Luiza Ellero Dias e as bolsistas de apoio técnico e voluntariado Mona Lisa de Moraes de Freitas e Stephanie Freitas, respectivamente. O contato com OSFE pode ser feito através do email: osfe@fae.ufmg.br.


Este texto é fruto de uma parceria do projeto Pensar a Educação, Pensar o Brasil com a diretoria da Faculdade de Educação da UFMG para valorizar a produção de conhecimento da Faculdade, sendo no ensino, na pesquisa ou extensão.

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