Movimentos culturais da juventude belorizontina é tema de pesquisa pós-doutoral em Educação

Claudia Chaves

 

“Educação e Culturas: do urbano às leituras antropológicas da educação escolar e não-escolar” é o tema da pesquisa realizada no estágio pós-doutoral em Educação por Weslei Lopes da Silva. O resultado do trabalho foi apresentado dia 28 de setembro ao Programa de Pós-Graduação em Educação da PUC Minas, em conferência realizada no auditório Emaus (prédio 54).

“Minha trajetória de investigação na academia está ligada aos estudos de corpo e gênero e então busquei, no estudo, compreender como no interior dos movimentos culturais os jovens lidam com essas questões e as expressam”, afirma Weslei, que é professor do curso de Pedagogia da Universidade de Itaúna e diretor de uma unidade de educação infantil no município.

A pesquisa do docente apresentou uma característica inovadora, pois foi um trabalho interdisciplinar, realizada com a equipe do Grupo de Pesquisa em Educação e Culturas, sob a orientação da prof. Dra. Sandra Tosta. “Ao me integrar no grupo de pesquisa, composto por pessoas nos mais diferentes estágios de formação – de graduandos a pós-doutorandos – e de várias áreas acadêmicas, como a Educação, as Belas Artes, a História e a Geografia, conseguimos articular etnografias coletivas e realiza-las”, afirma Weslei.

A etnografia aconteceu no Espaço Comum Luiz Estrela, casarão localizado no hipercentro belo-horizontino que é ponto de encontro de diversos grupos e manifestações culturais. “Observamos que o jovem, nos vários depoimentos que tomamos, não se referia à escola como um lugar relevante para a sua experiência”, conta Weslei. “Os grupos culturais aos quais pertencem, sejam de dança, literários ou teatrais, ao contrário, são vistos como espaços de constituição de identidade e de compartilhamento”.

O professor sintetiza assim a relação de sua pesquisa com a educação: “a compreensão das manifestações culturais e das experiências juvenis com o corpo e o gênero pode formar professores mais sensíveis para a escuta dos alunos, interagindo com a diferença e a diversidade cultural”.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *