Ano 4 – Nº 144 / sexta-feira, 11 de novembro de 2016

EDITORIAL

República e Educação

No próximo dia 15 de novembro comemoramos o 127º aniversário da República brasileira. Único na América, o Império Brasileiro foi projeto longevo de nossas elites e gozou de razoável estabilidade política e legitimidade social, apesar (ou por causa?) da contínua alternância no poder entre conservadores e liberais. Tal projeto, no entanto, viu suas bases políticas, sociais, econômicas e culturais serem corroídas por razões variadas, entre elas uma intensa propaganda republicana que reiterava as mazelas do regime imperial e exaltava as qualidades da República que, enfim, incorporaria o povo à nação. Continue lendo.

NAS ONDAS DA EDUCAÇÃO

Fique atento às atrações do programa de rádio “Pensar a Educação, Pensar o Brasil” do dia 14 de novembro de 2016.

 

O Pensar a Educação, Pensar o Brasil não fará transmissão ao vivo no dia 14 de novembro em virtude do recesso institucional da Universidade Federal de Minas Gerais. Na ocasião vamos transmitir uma seleção de trechos de entrevistas e conversas do nosso programa, que faz uma retrospectiva e análise da atual conjuntura política/educacional do país.

Todas as segundas-feiras, das 20h00 às 22h00, o programa Pensar a Educação, Pensar o Brasil vai ao ar pela Rádio UFMG Educativa 104,5 FM. Você também pode conferir os últimos programas aqui.

ENTREVISTA

IFMG campus Ribeirão das Neves: a realidade da comunidade – Educadores e estudantes do IFMG Campus Ribeirão das Neves

No programa de rádio Pensar a Educação, Pensar o Brasil do dia 7 de novembro recebemos estudantes e educadores do IFMG campus Ribeirão das Neves. Eles explicaram um pouco do funcionamento do instituto que tem 16 campus no estado. Eles também falaram das especificidades da Unidade de Ribeirão das Neves e como a atuação do instituto impacta a comunidade.

CONVITE À LEITURA

Homenaje a Cecilia Braslavsky. Conocimiento, historia y política en la educación– Antón Costa Rico

La argentina Cecilia Braslavsky (1952-2005) es una marcante figura en el terreno de las actuales formulaciones orientadas hacia la construcción de una política democrática e inclusiva de la educación.

EDUCAÇÃO EM DEBATE

Currículo e qualidade no Ensino Médio: ponderações críticas – Roberto Rafael Dias da Silva – EXCLUSIVO

O Ensino Médio, no Brasil, retomou fortemente para a agenda de debates sobre a educação pública. Além da controversa proposta de reforma desta etapa da escolarização brasileira, instituída na MP 746, no decorrer do último mês foram divulgados os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB).

O lúdico em turmas de  1º ano do Ensino Fundamental – Renata Simões -EXCLUSIVO

O lúdico contribui para o processo de aprendizagem dos alunos por sua característica de envolvimento que desperta o interesse e o prazer pela aprendizagem. Não é o caso de afirmar que o processo de aprendizagem acontece somente por meio da ludicidade, mas que o envolvimento da ludicidade favorece e enriquece esse processo, tornando a aprendizagem mais prazerosa.

Nem essa Ordem, nem esse Progresso – Dalvit Greiner – EXCLUSIVO

Os Liberais de hoje continuam os mesmos liberais de ontem, com os mesmos medos de ontem e com as mesmas estratégias de ontem. Violência e exploração. Nem o exemplo liberista do visconde de Mauá os retirou e retira do seu medo. Somos hoje o País do Passado.

A cultura do golpe em diversas escalas da vida política e institucional em nosso país – Ana Luiza Jesus da Costa – EXCLUSIVO

Como tem sido comum na cultura política em nosso país, a reitoria deu um golpe. Mudanças que deveriam ser tratadas como intervenções no Estatuto da Universidade, foram aprovadas como mudanças apenas regimentais, para as quais não é necessária a maioria qualificada, bastando maioria simples.

Formação de professores e qualidade da Educação Básica – Renata Julia da Costa – EXCLUSIVO

Em geral, a formação inicial favorece o domínio técnico do conhecimento por parte do docente em sua disciplina, o que não garante a compreensão de aspectos da educação em geral, como relação professor-aluno, planejamento, currículo e avaliação.

“O que as ocupações têm a nos dizer? – Educação em Pauta – Luciano Mendes de Faria Filho

A movimentação de estudantes de todo país questiona a PEC 55 (antes chamada 241), a MP 746 e outros ataques contra os direitos dos cidadãos. Esta movimentação já ocupou centenas de escolas, universidades e instituto federais paralisando o calendário letivo. Na coluna desta semana o jornalista Vinicius Luiz conversou com o professor Luciano Mendes sobre o significado dessa organização.  A coluna foi ao ar no Jornal UFMG do dia 07 de novembro pela Rádio UFMG Educativa.

A movimentação estudantil”– Pensando Bem – Beatriz Cerqueira

A movimentação de luta contra a PEC 55 que tramita no Senado, tem ganhado força. Estudantes ocupam universidades, Institutos federais e escolas de todo país. Setores já deram o indicativo de greve que mostram a indisposição da população em relação aos planos do governo que afetam o dia a dia da população.

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OCUPAÇÕES

Momentos ocupados – Bárbara Poliana Rodrigues Torres Versieux – #OcupaFae-UFMG – EXCLUSIVO

Posso dizer com alegria que, apesar de tudo, estamos em uma posição privilegiada, afinal a faculdade de educação está calejada, já presenciou muita luta. Desta forma, poder contar com professores que apoiam, no melhor sentido da palavra, é o que nos conforta. São verdadeiros “pais” pra nós. É emocionante vê-los chegando com sacolas recheadas, não só com alimentos, mas com gritos para que todos possam ouvir, “ESTAMOS COM VOCÊS!!” Tem sido tenso lutar, mas com a força que eles nos dão certamente o caminho parece ter pedras a menos.

Por que, afinal, o Enem foi a adiado nas escolas ocupadas? – Pedro Cabral  EXCLUSIVO

As ocupações estudantis de todo Brasil alteraram o calendário do ENEM previsto pelo MEC, mesmo com a tentativa de negociação realizada pelo movimento estudantil.

Ironia de Temer ao atacar ocupações gera reação de entidades estudantis – Folha Educação

Segundo Paulo Carrano, pesquisador do Observatório Jovem da Universidade Federal Fluminense, ao tentar deslegitimar o movimento estudantil, o governo tenta “apagar um incêndio usando querosene”. “A preocupação não deve ser deslegitimar o movimento, mas abrir diálogo.” 

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PLANOS DE VISTA

O que aconteceu com o Plano de Ações Articuladas (PAR)?  Fernando Henrique dos Santos – EXCLUSIVO

O Plano de Ações Articuladas é uma iniciativa do Governo Federal, iniciada em 2007, na gestão de Fernando Haddad na pasta do Ministério da Educação (MEC), por meio do Decreto 6.094 de 24 de abril de 2007, que dispunha sobre o “Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação”, o carro chefe do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).

ENTREMEMÓRIAS

Notícias sobre a gênese do Grupo Escolar Senador Camilo Chaves – Fernanda Coelho – EXCLUSIVO

O Grupo Escolar Camilo Chaves emerge em decorrência do processo de redemocratização do país, e pode-se compreender que os barracões de madeira, as escola de lata, superavam os prédios de alvenaria, o que demonstra o predomínio da expansão pública sem qualidade que submetia alunos e professores a uma árdua tarefa de se adaptarem ao processo oferecido em prol de uma escolarização de crianças na rede pública.

PESQUISA EDUCACIONAL

PIOTTO, Débora Cristina; ALVES, Renata Oliveira. O ingresso de estudantes das camadas populares em uma universidade pública: desviando do ocaso quase por acaso. Revista de Educação PUC-Campinas, Campinas, v.21, n.2, mai.-ago. 2016, p.139-148.

Políticas de ações afirmativas vêm buscando aumentar o acesso ao ensino superior de estudantes das camadas populares que, em geral, consideram o ingresso em universidades públicas fora de seus horizontes de  possibilidades. Assim, o objetivo o presente trabalho é discutir de que maneiras esses estudantes passam a cogitar o ingresso em uma universidade pública como algo passível de ser alcançado.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Blog FCHSSA

Esta semana o Blog do Forum de Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas destacou o documento de Manifestação do Fórum de Pró – Reitores de Pesquisa e Pós – Graduação – FOPROP sobre reestruturação do MCTIC. O Oficio publicado no dia 30 de outubro fala da proposta do Ministério que subordina o CNPq, a FINEP, a AEB e a CNEN à Coordenação Geral de Serviços Postais e de Governança e Acompanhamento de Empresas Estatais e Entidades Vinculadas. Segundo o fórum, de acordo com a reorganização proposta, tais instituições passarão a ocupar um lugar secundário 

subordinado e irrelevante na estrutura administrativa. 

 

Nossos políticos ainda não perceberam que o mundo está na economia do conhecimento”, diz presidente da SBPC  – Jornal da Ciência 

Em palestra em Brasília, cientista destaca ambiente de negócios desfavorável para estimular a inovação

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EDUCAÇÃO PELO BRASIL

A educação como privilégio de classe – El País 

O que o governo Temer pretende com a PEC 241 é dificultar ainda mais o acesso ao ensino superior

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AMERICA LATINA

22 proyectos universitarios llegaron a comunidades del país – Costa Rica Hoy, Costa Rica

Este jueves, estudiantes de la Universidad de Costa Rica (UCR) presentarán proyectos enfocados en acciones sociales que se desarrollan en comunidades de distintos puntos en las 7 provincias del país.

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PENSAR INDICA

O Instituto Benjamin Constant lança curso à distância de alfabetização pelo sistema Braille para professores. O objetivo do curso é capacitar professores das redes pública e privada de ensino nas técnicas e nos aspectos importantes da aprendizagem da criança deficiente visual. O curso será realizado no período de 6 de março a 17 de abril de 2017. Para mais informações e baixar a ficha de inscrição, acesse www.cead.ibc.gov.br/cursos/ ou ligue para o telefone (21) 3478-4435.

INDICAÇÃO DO LEITOR

Vera Lima – Lançamento do livro: “Addressing the young” – versão inglesa bilingue do discurso Oração aos moços de Rui Barbosa

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OPINIÃO DO LEITOR

Vera Lúcia em 05/11/2016 (EDUCAÇÃO EM DEBATE – Edição 142 – 28/10/2016 – As razões pedagógicas para a MP 746/2016/Dalvit Greiner)

Nós já não vimos este reducionismo na formação do estudante no Ensino Médio? Não foi com as políticas para a educação e formação para o trabalho durante os Governos Militares? De novo, a oferta de uma profissionalização precária em nível médio para conter a demanda pela profissionalização em nível universitário a que todos deveriam ter acesso.

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TIRINHA

Por Duke Chargista

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