Vol. 4, Nº 111 / Março de 2016 – sexta-feira, 4.

EDITORIAL

A Escola Básica interroga a Universidade

Em boa parte dos discursos e das representações que buscam relacionar a escola básica e a universidade no Brasil o que se ressalta é, em boa medida, os antagonismos. Já há muitos anos que os professores das universidades explicitam que a escola básica brasileira não prepara bem os alunos para as exigências que lhes serão impostas no ensino superior. De outra parte, é amplamente sabido e divulgado o diagnóstico de que a universidade brasileira, desde há muito tempo, se distanciou da realidade da escola básica e, de um modo geral, da própria realidade do país. A imagem metafórica de uma torre de marfim, distante das vicissitudes mundanas, para representar a universidade, é eloquente neste sentido. Leia mais.

NAS ONDAS DA EDUCAÇÃO
O programa Pensar a Educação Pensar o Brasil está de volta. Retornaremos no dia 7 de março entrevistando o professor Carlos Roberto Jamil Cury. O professor abre nossa programação fazendo um balanço da educação no último ano e analisando as perspectivas para 2016. Também teremos o Minuto Sind-UTE , agenda da educação e reportagem especial. 

Todas as segundas-feiras, das 20h00 às 22h00, o programa Pensar a Educação Pensar o Brasil vai ao ar pela Rádio UFMG Educativa 104,5FM.

EDUCAÇÃO EM DEBATE

Unificação imperfeita: Alemanha. E algo sobre a Universidade – Alexandre Fernandez Vaz – EXCLUSIVO
A crescente presença de estudantes da porção Oeste em universidades do Leste é algo em si mesmo socialmente importante. Trata-se de uma face positiva em meio ao processo de apagamento das diferenças entre os dois lados, de desaparecimento dos traços que tanto diferenciaram duas formas de organização da vida.

Uma escola que mereça “Éricas e Larissas” – Aleluia Heringer Lisboa – EXCLUSIVO
É muito difícil educar quando o profissional docente se sente sozinho. Ele também precisa ser cuidado (e muito bem cuidado). Quantas “Larissas” perdem quando uma única “Érica” vai embora? Por que tantos docentes, que no início de sua carreira docente tinham tanta disposição e brilho no olhar, acabam “abandonando” a Escola Pública?

A terceirização da educação escolar – golpes no público – Marcelo Silva de Souza Ribeiro – EXCLUSIVO
As novas roupagens da terceirização da educação escolar são versáteis e tem potências que deixam o estado, já fragilizado pelas inúmeras crises que vem vivendo, cambaleante. Assim, no ringue das tensões entre projetos díspares de políticas públicas, há constatação de que os interesses da economia ligada a inciativa privada se excitam.

A importância da Sociologia no ambiente escolar – Bruna Diana Dias – EXCLUSIVO
A educação necessita desenvolver estratégias para ligarem suas crianças e jovens às novas situações socioeconômicas e políticas. Destacando diferentes ações realizadas em diferentes grupos de convívio do ser humano.

Piquenique literário – Juliana Caires Pereira – EXCLUSIVO
Dentre muitas outras possibilidades, a leitura nos leva ao encontro das respostas de muitos dos nossos questionamentos.

ENTREMEMÓRIAS
Nevinha Santos e suas memórias de professor – Jane Bezerra de Sousa – EXCLUSIVO
Como professora normalista, Nevinha era contra os métodos tradicionais que tinham por base colocar o aluno de joelho em cima do milho, assim como os famosos bolos da palmatória, pois primava sempre pelo respeito ao aluno, e caso algum deles transgredisse, deveriam apenas ser advertidos.

PESQUISA EDUCACIONAL
VIEIRA, Almir Martins; MENDONÇA NETO, Octavio Ribeiro de; ANTUNES, Maria Thereza Pompa. Aspectos da resistência na atividade docente.
Este artigo trata dos desvios de comportamento (misbehavior) utilizados pelos professores como forma de resistência aos modelos de gestão das universidades brasileiras, pautados na calculabilidade do desempenho docente.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Museu Ponto UFMG oferece curso de Educação Científica para estudantes do interior – UFMG Noticias
Estão abertas, até 25 de março, as inscrições para 160 vagas do curso Educação Científica para Alunos da Escola Básica, oferecido pelo Museu Itinerante Ponto UFMG. O curso, que utiliza plataforma on-line, busca estimular as vocações científicas e técnicas, proporcionando momentos de reflexão sobre a importância da ciência e seus impactos no processo de ensino-aprendizagem nas diferentes áreas do conhecimento.

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EDUCAÇÃO PELO BRASIL
Racismo e falta de formação dificultam educação de temas étnicos raciais nas escolas – Portal Carta na Educação
Mesmo previsto em lei há mais de uma década, o ensino das culturas afro-brasileira e indígena não é realidade em muitas redes de ensino.

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AMÉRICA LATINA
Un inicio de clases con paros y reclamos (Página 12, Argentina)
El ciclo lectivo 2016 comenzó ayer en poco más de la mitad de las provincias debido a que gremios docentes aplicaron medidas de fuerza en ocho provincias y las anunciaron en otras tres por la falta de acuerdo salarial con los gobiernos locales. 

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PENSAR INDICA
Na próxima semana, a FaE/UFMG realizará, entre os dias 07 a 11 de março, a Semana Ser Professor. A proposta é oferecer aos estudantes a oportunidade de discutir temas da educação, em uma abordagem inter e/ou transdisciplinar, os quais, não necessariamente, são contemplados nas disciplinas cursadas.
Neste semestre, o evento realizará um duplo movimento: um deles é um olhar retrospectivo, perguntando pelo significado dos 20 anos da LDBEN (Lei 9394/96). O outro é um olhar para o futuro, projetando os destinos dos cursos de licenciatura.

INDICAÇÃO DO LEITOR
Alessandra Belo – Filme “Nise – O Coração da Loucura”
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OPINIÃO DO LEITOR
Cíntia Luz em 18/12/2015 (EDITORIAL – Edição 110 – 18/12/2015 – 2016: Mais política, menos polícia! Mais utopia, menos realismo!)
Olá, sou Cíntia Luz, professora da educação básica do Estado da Bahia. Excelente iniciativa do Projeto “Pensar a Educação”. Sempre questiono a grande lacuna que existe nas discussões referentes à educação básica no nosso país. Agora não me sinto mais “órfã” e sem “voz”. A partir de agora poderei “beber” desta fonte de conhecimento, bem como, contribuir com a minha experiência enquanto professora da educação básica e pesquisadora da educação na Bahia.

Mina Regen em 18/12/2015 (EDITORIAL – Edição 110 – 18/12/2015 – 2016: Mais política, menos polícia! Mais utopia, menos realismo!)
Realmente pouco se escreve sobre as experiências na educação básica, onde temos tropeçado tanto!

Marlina Oliveira em 18/12/2015 (EDITORIAL – Edição 110 – 18/12/2015 –2016: Mais política, menos polícia! Mais utopia, menos realismo!)
Excelente reflexão, mais lutas em 2016!

Cíntia Luz em 18/12/2015 (CONVITE À LEITURA – Edição 110 – 18/12/2015 –Memórias da escola 9/Cleide Maciel)
Que maravilha a experiência compartilhada neste artigo. Acredito numa educação onde possamos trocar experiências e crescermos juntos. Assim, poder contribuir para uma educação de qualidade. Parabéns!

Carlos Henrique Tretel em 18/12/2015 (EDUCAÇÃO EM DEBATE – Edição 110 – 18/12/2015 – Dois mil e quinze: o ano que foi salvo pelos estudantes secundaristas/Ana Luiza Jesus da Costa)
Belíssimo texto, Ana. O estudantes secundaristas, sem dúvida alguma, salvaram este ano de 2015 do mar de lama que nos levaria a todos, se inertes tivessem eles permanecido, ao desânimo. No entanto, essa brava gente brasileira ocupa nosso pensar. Que não resiste a ela. Continue lendo.

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