Projeto que reutiliza água de lavadora de roupa para produzir sabão vence UFMG Jovem

Trabalho foi um dos premiados na 20ª edição; qualidade impressionou comissão avaliadora

Estudantes de Santo Antônio do Amparo: sabão sustentável produzido com água de lavadoras de roupa. Foto: Comunicação / Proex

O auditório do CAD1, no campus Pampulha, foi palco da cerimônia de encerramento e premiação dos trabalhos da 20ª UFMG Jovem, nesta sexta-feira, 20 de setembro. A qualidade das produções apresentadas impressionou a organização e o público que prestigiou a feira em seus 20 anos de popularização e divulgação científica.

Estudantes da Escola Estadual Newton Ferreira de Paiva, de Santo Antônio do Amparo (MG), conquistaram o primeiro lugar do ensino médio com trabalho sobre a reutilização da água de lavadoras de roupa para a produção de sabão sustentável. Ele foi apresentado pela turma do segundo ano da professora Raquel Helena Alves Campos. “Os alunos ficaram muito felizes, motivados e conscientes sobre a importância dessa experiência para suas vidas”, disse Raquel Campos, também muito emocionada.

O primeiro lugar do ensino fundamental ficou com os estudantes do nono ano da Escola Estadual Ana Mendes Pereira Dutra, de Manhuaçu. O grupo desenvolveu trabalho sobre manejo ecológico e controle de pombos na comunidade de São Pedro do Avaí. Eles agora pretendem levar os resultados alcançados para outras instituições do município. “Sabemos que nosso trabalho pode salvar vidas, por isso pretendemos levá-lo a outras escolas e creches de Manhuaçu”, anunciou o estudante Otávio Dornelas.

Pedro Gilberto Silva, da Escola Estadual João Pinheiro, de Ituiutaba (MG), recebeu o prêmio de Professor Destaque do Ensino Médio. “A participação na UFMG Jovem ofereceu ao aluno a possibilidade de interpelar os problemas sociais e novas perspectivas de vida”, afirmou.

De acordo com a professora da UFMG Ana Cristina, que integra a Comissão Avaliadora da 20ª UFMG Jovem, a qualidade da produção surpreendeu os avaliadores – representantes de diversas áreas, saberes e instituições. “Houve uma diversidade incrível de trabalhos. O esforço maior foi escolher entre tantas produções de qualidade. As escolas realmente se superaram”, disse ela. A coordenadora da UFMG Jovem, Débora d’Ávila Reis, destacou o “protagonismo e envolvimento dos estudantes com a iniciativa da pesquisa científica”.


Texto completo e mais (educadores indígenas, vídeo) no site da UFMG.

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