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Preparar para a produção e divulgação da ciência

Criadas em 2014 com sua primeira oferta em 2015, as Formações Transversais são as novas opções de percursos acadêmicos da UFMG. Em 2017, a modalidade possui cinco áreas: Saberes Tradicionais; Culturas em Movimento e Processos Criativos; Relações Étnico-Raciais: História da África e Cultura AfroBrasileira; Direitos Humanos; Divulgação Científica. A proposta da Formação Transversal é criar uma nova possibilidade de trajetória acadêmica que integre o conteúdo ministrado na sala de aula com suas raízes, trazendo para o aluno além de uma nova perspectiva, um maior respeito e admiração pelo assunto. Os percursos podem ser realizados por qualquer aluno da instituição constituindo um espaço comum de formação dentro da UFMG.

O professor Bernardo Jefferson de Oliveira, professor da disciplina História da Ciência e da Difusão da Cultura Científica da Formação Transversal em Divulgação Científica, nos contou que a turma é composta por alunos dos mais variados cursos, como engenharia, biologia, alunos da pós graduação em história e do mestrado profissional em educação. “A variedade dos alunos é a melhor coisa, por forçar o diálogo entre todos, gerando o desafio de ensinar história da ciência para quem nunca ouviu falar e pra quem já está na pós-graduação dentro da mesma sala de aula. A Formação caminha na direção certa, mas ainda não está perfeita.” declara o professor.

A Formação Transversal em Divulgação Científica tem como objetivo proporcionar aos alunos a aquisição de conhecimentos básicos sobre pesquisa científica em suas mais variadas formas, capacitando-os para explorar e discutir possíveis relações entre ciência, tecnologia e sociedade. O seu “minicurriculo” é constituído por disciplinas como Ciência e Sociedade, História da Ciência e da Difusão da Cultura Científica, Comunicação da Ciência em Museus, Laboratórios e Tópicos que trazem conhecimentos conceituais, fatos e teorias científicas, políticas de C&T,  processo histórico de construção da legitimidade e da autoridade da ciência, e ainda fornece exemplos práticos e concretos de como comunicar a ciência para diversos públicos em diversas situações, sem deixar de lado a complexidade e o desenvolvimento de competências na comunicação de ciências.

Guilherme Ximenes, aluno de graduação em engenharia de sistemas, foi aluno da Formação Transversal em Divulgação Científica em 2016 e nos contou como a formação o ajudou a enxergar a UFMG como um todo que se conecta e se comunica. “Deixei de enxergar a UFMG como prédios isolados. Comecei a entender que o conhecimento gerado dentro do campus pertence a todos nós e a Formação Transversal em Divulgação Científica está acontecendo justamente para possibilitar que a sociedade saiba o que está sendo feito pra ela e com o dinheiro dela, até mesmo porque estamos falando de uma universidade pública.”

De acordo a Pro-reitoria de Graduação da UFMG, cerca de 735 alunos se matricularam nas formações entre 2015 e 2016. “Há bastante feedback positivo, de pessoas que afirmam ser um espaço em que conseguem desenvolver interesses para além da profissão” disse o professor Ricardo Takahashi, pró-reitor de graduação que ainda adiantou que duas novas Formações Transversais se iniciarão em 2017/02: a Formação Transversal em Empreendedorismo e Inovação e a Formação Transversal em Gênero e Sexualidade: perspectiva Queer / LGBTI.

 

Thacyane Martinelli

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