Coletiva De Imprensa De Jair Bolsonaro – Isac Nóbrega PR

O Pronunciamento Histórico de Bolsonaro, ou o prazer da prática do mal!

por Luciano Mendes

Estivéssemos nós, como algumas vezes nos parece, num daqueles clássicos filmes da luta dos mais ou menos bons contra o mal absoluto, o pronunciamento de ontem (24/03) de Bolsonaro seria aquele momento em que a maldade, em sua face transparente, lúcida, cruel, encarnada em algum sujeito, convoca todos os demônios, todas as trevas, para vir em seu auxílio para estender a suas garras peçonhentas até os confins do mundo.

Infelizmente não estamos assistindo a um filme dessa natureza, mas, mais uma vez, a ficção parece superar a realidade. Acho que ninguém imaginaria que um Chefe de Estado faria um pronunciamento à Nação nos termos em que fez ontem o Presidente da República Federativa do Brasil.

Foi um discurso histórico, sem dúvida. Daqueles que um dia, certamente, os historiadores e as historiadores analisarão como um momento crucial, ainda que não derradeiro, do engajamento despudorado do primeiro mandatário da Nação Brasileira contra seus próprios cidadãos e suas próprias cidadãs. Creio mesmo que, bem analisado, o pronunciamento de ontem foi até pior do que a MP que deixava @s trabalhadores por 4 meses sem salário, o que convenhamos, não era pouca maldade objetivada numa única legislação.

Nele, o que se observou foi NADA de Chefe de Estado, NADA de Federalismo, NADA Republicanismo…sobressaindo um presidentezinho tosco e transparente em sua maldade e sociopatia. De onde nada se espera e que não vem coisa que presta mesmo, já dizia um ditado popular. E Bolsonaro cumpriu a risca, sem tirar nem por.

Além de lembrar a ficção, em que o mal MITOlógico, já fortalecido pela torpeza daqueles que o cercam, como seguidores ou amigos, convoca as trevas, algumas vezes Bolsonaro lembra uma criança sem sentido moral. Mas a comparação, tal como aquela que o chama de louco, não faz muito sentido. Diferente da criança e, mais ainda, do louco, Bolsonaro aprendeu, nos meandros das instituições e em suas relação com as milícias e outras forças contraventoras,
todos os caminhos que levam a prática do mal e da objetivação do ódio. Ele sabe o que faz e, como demonstrou ontem em seu pronunciamento, o faz com prazer.

Então, em Bolsonaro e em parte significativa daqueles que o cercam e apoiam, é do prazer de praticar a maldade, a crueldade e levar à morte é que se fala. Diante desse engajamento prazeroso na necropolítica, não há limite. E isto nos dá a certeza de que, a depender do Presidente e de seu grupo miliciano, coisa pior ainda está por vir.


Imagem de destaque: Coletiva de Imprensa do Presidente da República, Jair Bolsonaro e Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Foto: Isac Nóbrega/PR

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