MEC: novos (des)caminhos e novas parcerias?

Por Luciano Mendes de Faria Filho

Os novos ocupantes do MEC, como já é amplamente sabido, vão encaminhar as políticas educacionais para outros caminhos, sobretudo no que se refere àquelas ações de reconhecimento de direitos e das diferenças. Mas, o que se prevê é que não ficará pedra sobre pedra, principalmente nas políticas estruturantes.
A comunidade acadêmica espera com ansiedade, por exemplo, quem será nomeado o novo Presidente da CAPES, instituição de grande ascendência e centralidade não apenas no conjunta da pós graduação e do sistema de C&T, mas também, agora, na formação de professores para a escola básica.
No entanto, uma das características do MEC que muito nos preocupam é, justamente, a baixa profissionalização de sua burocracia. Dos problema trazidos disso já se ocupou, inclusive, o Pensar a Educação em Pauta em um de seus editoriais.
fissionais nomeados para os cargos comissionados e das parcerias. Uma dúvida que nos assalta é, assim, saber quais serão os novos parceiros do MEC na operacionalização das políticas. Nos últimos mandatos foram as universidades públicas e seus professores. Nos tempos do FHC foram outros os parceiros. Agora, com a volta do mesmo grupo ao MEC, espera-se que voltarão também as antigas parcerias, muitas delas ligadas a organismos privados. Este é, sem dúvida, um dos preços altos que pagamos, em todo o Brasil, pela baixa profissionalização da gestão da educação.

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