Manifestos Pedem Democracia e Participação na CAPES

 

Há, no espaço público e nos bastidores da Pós Graduação brasileira, um intenso debate sobre as políticas, os processos e  os procedimentos  adotados pela Direção da CAPES em relação à condução da reformulação da Avaliação da Pós Graduação e, de resto, da própria agência.

Houve, recentemente, um contundente manifestação das Coordenações das 49 áreas da CAPES, a qual foi seguida pela manifestação de apoio, ao longo dos últimos dias, por meio de um manifesto,  de mais de 2400 coordenações de programas de 43 das Áreas de Avaliação.

Dizem as Coordenações de Área:

Assim, é surpreendente e preocupante constatar que a CAPES – portanto, a pós-graduação brasileira – vem sendo submetida a atitudes e decisões estabelecidas pela atual presidência, seguindo um modo profundamente centralizador de gestão, como é percebido, por exemplo, nas seguintes iniciativas recentes:
1. Portaria 34 que modifica o modelo de distribuição de bolsas de pós-graduação;
2. Portaria 70 que estabelece normas para o funcionamento dos polos que irão oferecer cursos de pós-graduação stricto sensu no modelo de educação a
distância (EaD), sem considerar o relatório produzido pelo grupo de trabalho de criação de critérios de avaliação para as propostas de programas de
pós-graduação stricto sensu para cursos novos na modalidade de educação a distância (GT-EaD);
3. Portaria 71 que, entre outras medidas, propõe discutir a redução no número de áreas baseado no trabalho de comissão especial, tema que exige
ampla discussão a partir das coordenações de áreas;
4. Decisão de atipicamente encerrar o prazo para fechamento do relatório Sucupira em dezembro de 2020, ano de implementação de diversas mudanças
importantes na plataforma.

E concluem:

Este acúmulo de decisões recentes da CAPES – em meio à maior tragédia sanitária global da história no último século – tem repercutido negativamente em toda a comunidade acadêmica. Como resultado, nós, Coordenadores de Áreas de Avaliação, que representam mais de 4.400 Programas de Pós-graduação, atendendo a mais de 350 mil estudantes (entre titulados e matriculados, segundo dados de 2018), nos manifestamos contra a excessiva centralização de decisões, na expectativa de que a partir de um amplo diálogo possamos contribuir para o fortalecimento e crescimento da agência, que é, de fato, patrimônio de todos nós.

 

Há, ainda, manifestação de Áreas Específicas, como as  do Direito, da Ciência Política e Relações Internacionais e da Área de Educação.  Chama a atenção, nestas manifestações das áreas específicas, a manifestação da Coordenação da Área da Educação em que justifica porque não encaminhou o apoio  das Coordenações dos Programas da Área ao Manifesto das Áreas de Avaliação da CAPES, como o fizeram as Coordenação de outras 43 das 49 áreas do Sistema Nacional de Pós Graduação.

Vale a pena conhecer os documentos e, quem sabe, participar desse debate.

 

Veja, abaixo, os documentos:

Manifesto das Áreas de Avaliação na CAPES

Nota de Apoio das Coordenações de Programa ao Manifesto das Áreas de Avaliação

Carta Aberta da Área de Direito à CAPES

Pronunciamento da Coordenação da Área de Ciência Política e Relações Internacionais

Pronunciamento da Coordenação da Área da Educação

 

 

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