Seminário de 2009:

“Relações étnico-raciais e Educação no Brasil”

 

1ª Conferência 26/03/2009 “Relações Étnico/Raciais nas Políticas Educacionais”
Profª. Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva (UFSCAR)

A implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana traz consigo uma série de exigências éticas, epistemológicas e pedagógicas. A obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana levanta questões sobre homens e mulheres vêm aprendendo e ensinando a exercer cidadania.

2ª Conferência  30/04/2009 “Aspectos Históricos da Educação dos Negros no Brasil”
Profª. Nilma Lino Gomes (UFMG)

Desde 2003, em virtude da Lei nº 10.639, cursos de pedagogia e licenciatura, as secretarias municipais e estaduais de educação, assim como o próprio Ministério da Educação são responsáveis pela realização de políticas e práticas voltadas para a formação de professores na perspectiva da diversidade étnico-racial. Contudo a discussão sobre a diversidade étnico-racial ainda não ocupa o lugar ideal no debate: a formação continuada de professores.

3ª Conferência  28/05/2009 “Educação e Diversidade Étnico-Racial no Brasil”
Profª. Ana Maria Rabelo Gomes (UFMG)

Ao lado dos professores indigenas Francisco Xacriabá, Canati Pataxó, Itamar Krenak e Glaison Caxixó, a professora Ana Maria Rabelo Gomes apresentou experiências em torno da educação em comunidades indígenas. A partir da UFMG Indígena, planos de cursos e atividades que aproximam a cultura indigena da universidade. A contribuição dos saberes indigenas ajudam a pensar e aprofundar a ideia de quem somos como humanos e a humanidade como um todo.

4ª Conferência  25/06/2009 “As Relações Étnico/Raciais e as Novas Demandas para o Campo Educacional”
Prof. Luiz Alberto de Oliveira Gonçalves (UFMG)

Nas primeiras décadas do século XX diversos movimentos negros surgiram no cenário social Brasileiro. Através de vários estudos o professor Luiz Alberto discute a importância das instituições religiosas de educação para negros na preparação para que uma população recém liberta se tornasse tão rápido lideranças sócias urbanas.

5ª Conferência  03/09/2009 “A Educação dos Imigrantes no Brasil”
Prof. Lúcio Kreutz (Universidade de Caxias do Sul)

A diversidade cultual nunca foi uma prioridade, em nenhum momento, em nenhum lugar. Pelo contrário, as culturas costumam se organizar de forma uniformizada e tendem a afirmar-se hegemonicamente sobre as outras. Os vários grupos que formaram a população brasileira se organizaram assim. Neste trabalha o professor Lucio busca entender a formação de escolas de imigrantes, principalmente a formação do Estado Nacional.

6ª Conferência  24/09/2009 “Aspectos Históricos da Educação dos Negros no Brasil”
Prof. Marcus Vinícius Fonseca ( UFOP) 

O grande número de negros na população brasileira é uma característica marcante desde a colonização graças à introdução de trabalhadores escravizados vindos da África. A influência dos negros na construção da identidade social e cultural brasileira sempre foi uma preocupação da administração brasileira. Desde a colônia a educação de negros livres é um mecanismo de controlar esta influência. Neste caso o professor foca nas práticas educativas que envolviam a população negra no estado de Minas Gerais durante o século XIX.

7ª Conferência  29/10/2009 “Educação e Diversidade Étnico-Racial no Brasil”
Prof. Miguel Gonzáles Arroyo (UFMG)

O professor Arroyo indaga a necessidade de se pensar a Edução a partir da diversidade. Ele questiona como e quando os movimentos e grupos etnico-raciais interpelam os projetos de educação, a história, o sistema e políticas educacionais e o próprio Brasil. Ele destaca como a teoria pedagógica tem se portado diante dos coletivod diversos de etnia e raça.

8ª Conferência  26/11/2009 “Educação e Pensamento Indígena no Brasil”
Prof. Ruben Caixeta de Queiroz (UFMG)

A relação estabelecida entre a “cultura do branco” e a cultura indígena através da escolarização é muito delicada. Pode-se observar a escola, mesmo as bilíngues e diferenciadas, como um cabal da cultura não indígena para a vida dos índios e também uma forma de esquecimentos dos conhecimentos tradicionais dos índios. O professor Rubem propõe uma discursão de como estabelecer esta relação com uma troca entre o mundo branco e o mundo indígena.