Síntese das conferências realizadas no 2º semestre de 2016 – exclusivo

Berenice Faria

O Projeto Pensar Educação Pensar o Brasil realizou, no segundo semestre de 2016, duas conferências com o tema “A escola básica questiona a Universidade”. O objetivo desses encontros é colocar em discussão grandes temas relacionados à educação no Brasil, sobretudo aqueles que afetam a escola pública.

Na primeira conferência, a professora Beatriz Cerqueira fez uma reflexão sobre a situação política brasileira baseada na atual proposta de congelamento de investimentos em políticas públicas e educacionais que, sem dúvida, comprometerão a qualidade do ensino nas escolas públicas. Já a Professora Shirley Aparecida de Miranda, pesquisadora de políticas educacionais e diversidade étnico-racial com foco na educação indígena e quilombola, relatou que a falta de conhecimento ou informações equivocadas nos levam a acreditar que essas comunidades fazem parte de um passado distante ou já se integraram a nossa sociedade. Segundo suas pesquisas esses povos existem em pequenos grupos, não só em memória do passado, mas no cotidiano das relações sociais e, às vezes, estão bem mais próximos do que imaginamos. Após resistirem a vários processos de destruição, suas conquistas resultam de um silencioso processo de resistência e luta para sair da invisibilidade do direito de existir.

Durante a segunda conferência, o tema abordado foi a Educação Inclusiva. A professora Luciana Pacheco, profissional de Atendimento Educacional Especializado, fez uma breve descrição sobre os serviços prestados pela prefeitura à comunidade escolar, através das salas de recursos pedagógicos que estão à disposição dos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais. No segundo momento, a professora e pesquisadora Regina Célia fez uma contextualização histórica da Educação Inclusiva e apresentou alguns pensadores do século XX que acreditavam na educabilidade das pessoas com deficiência intelectual. No Brasil, somente na segunda metade do século XX surgem as primeiras conferências para pensar essas questões e foi a partir do século XXI, através de leis e decretos, que as crianças com deficiências conseguiram o seu espaço e passaram ser atendidas pela escola regular.

Portanto, não cabe mais questionamento se a escola regular é o lugar ideal para receber pessoas com necessidades educacionais especiais ou não, e sim criar meios para que os profissionais se capacitem para atendê-las da melhor forma possível, uma vez que a educação é um direito de todos!

Berenice Faria – E-mail: berenicefaria01@gmail.com

Graduada em Pedagogia desde 1991 pelo instituto Cultural Newton Paiva e pós- graduada para o Ensino de Filosofia pela Universidade Cândido Mendes.

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