Greve Geral pelos direitos dos estudantes e trabalhadores

Manifestação em Belo Horizonte no ultimo dia 14 de junho mobilizou diversas categorias em torno de putas como a Reforma da Previdência, meio ambiente e verbas para a educação

Foto: Thiago Rosado

Letícia Pires, Maria G. Lara e Yolanda Assunção

No dia 14 de junho o Brasil viveu sua primeira Greve Geral no governo de Jair Bolsonaro. Em todo país trabalhadores de diversas categorias ocuparam as ruas sob a pauta da de combate à proposta de Reforma da Previdência apresentada e defendida pelo Governo Federal que tramita hoje no legislativo. Os manifestantes também encamparam outras pautas, entre elas a retomada do repasse do orçamento total para a educação, o combate às novas leis ambientais propostas por Jair Bolsonaro e sua casa ministerial, o decreto sobre o armamento da população e outras políticas.

Em Belo Horizonte, os manifestantes ligados à Universidade Federal de Minas Gerais se encontraram no Campus Saúde da instituição que fica na região central da capital mineira. Alí, estudantes, docentes, servidores Técnico Administrativos em educação e pesquisadores apresentavam suas demandas.

Foto: Letícia Pires

Esse ato de Greve Geral que está acontecendo hoje no Brasil inteiro – de paralização de vários setores e trabalhadores, que não são só da educação especificamente – é um sinal de que a classe trabalhadora está se organizando para barrar essa reforma da previdência. É um sinal que essa não é uma reforma que vai atingir só os trabalhadores de hoje, mas sim toda a juventude que já está com uma série de debilidades, desde investimentos na educação até ingresso no mercado de trabalho, e que pode sofrer ainda mais sem a garantia de aposentadoria no futuro. Quando todos os trabalhadores se juntam, nossa luta fica muito mais forte, e nosso objetivo hoje é parar o Brasil. Thais Mátia, diretora de mulheres da UNE e integrante do DCE UFMG.

 

Foto: Yolanda Assunção

A greve geral foi convocada para dar o recado ao congresso e ao governo que nós não queremos essa reforma. E nós que somos da educação, e já estivemos na rua dias 15 e 30, agregamos a pauta da defesa à educação e contra o corte de verbas. Já tivemos algumas vitórias, mas ainda temos coisas para fazer. Por isso a mobilização na rua é fundamental hoje. Cristina Del Papa, presidente do Sindifes – Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino.

Foto: Letícia Pires

Estamos na rua para lutar pelos nossos direitos, mostrando pra todos que nós existimos e importamos. A universidade pública é importante, a previdência para todos, principalmente para os mais pobres, é muito importante. Estamos na rua lutando pelo nosso, lutando pelo social. Juliana, estudante de pedagogia na UEMG.

O grupo se deslocou para a praça Afonso Arinos onde outros grupos ligados à educação já se reuniam.

Foto: Yolanda Assunção

Os professores das escolas privadas que pararam e enfrentaram o sistema tem todo nosso apoio. Eles não estão lutando só por eles. estão lutando pelos seus alunos, pela aposentadoria dos pais dos seus alunos e pelas universidades que seus alunos sonham entrar. Estamos juntos, e vamos ficar juntos até que essa reforma caia. Professora Valéria Morato, presidenta do Sinpro Minas e Coordenadora Geral da CTB

Foto: Yolanda Assunção

A mobilização de hoje dá esperança no coração de que é possível derrotar a reforma da previdência, derrotar os cortes na educação superior e básica. A Classe trabalhadora está junta, organizada, deixando de lado as divergências. Denise Romano, Presidente do Sindi-UTE Minas.

Foto: Letícia Pires

É importante pensar as nossas lutas, greves e conquistas por direitos; agora, nesse momento, devemos pensar a perda desses direitos. Essa luta e essa greve são de todos nós! Amaury, professor de filosofia da PUC Minas.

Outras categorias de trabalhadores e personalidades também participaram do ato em Belo Horizonte.

Foto: Yolanda Assunção

A mobilização é fundamental. Greves são essenciais para impedirem projetos como esse, que é a destruição da seguridade social. É gravíssimo! O ataque aos professores, aos trabalhadores rurais, a todos segurados do INSS, aos servidores públicos, tem que ter freio. Por isso tem tanta adesão à Greve Geral! Deputada Beatriz Cerqueira, que também parabenizou os metroviários de Belo Horizonte que paralisaram as atividades no dia 14.

Foto: Maria G Lara

É muito importante à gente tá aqui hoje exatamente pra defender as empresas estatais, não só a Petrobrás, como também a Cemig, a Copasa aqui em Minas. A gente sabe que são empresas que têm um serviço social muito importante pra nós, sabemos que com a privatização dessas empresas muita coisa de ruim pra vida do trabalhador pode vir a acontecer, como já vem acontecendo. Reinaldo Machado de Oliveira, funcionário da Petrobrás e professor de pré-ENEM.

 

Foto: Yolanda Assunção

A reforma afeta os trabalhadores da saúde de forma drástica. Os servidores não sabem nem se terão direito à aposentadoria especial, por trabalhar em local insalubre, e se adoecer com facilidade. Hoje o movimento, com as demais categorias se faz muito importante! Yara Diniz, diretora do Sind-Saude (Núcleo Regional Betim).

Foto: Yolanda Assunção

A Praça Afonso Arinos é a síntese do Brasil. Movimentos sindicais, populares, ambientalistas, o pessoal da educação, na defesa da democracia, do investimento na educação, na valorização do trabalhador e da trabalhadora e principalmente no fortalecimento da democracia e dos movimentos populares. A greve geral é também em repúdio ao ataque à democracia feito pelo ex-juiz Sérgio Moro e a quadrilha que ele chefiou de Curitiba até Brasília. Vereador Arnaldo Godoy.

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