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Educação é Gasto: fim do PNE e as Diretrizes do Governo para o MEC

Tiago Tristão Artero

Em tempos de desmonte da educação, não pode haver conciliação. Temos que entender os rumos da educação que o governo atual está implantando para que os retrocessos sejam notados e enfrentados. Sobre o documento “Política para a Educação e as diretrizes para o MEC”, do Ministro Abraham Weintraub, há graves apontamentos que, sob o slogan Pátria Amada Brasil, Governo Federal o documento, em linhas gerais:

  • Trata a educação como gasto;
  • Diz que a meta de gasto já foi alcançada;
  • Fala que gasto não significa resultado (pois indica que extrapolamos o limite de gastos do PIB);
  • Faz questão de mostrar que investimento não é sinônimo de melhora na educação;
  • Trata o piso salarial como um problema;
  • Traz como solução da continuidade da educação pública as Parcerias Público-Privadas (PPP);
  • A expansão da EPT estaria condicionada a parcerias (PPP);
  • O documento faz a opinião pública pensar que vai haver investimentos;
  • Insere como importante o ensino infantil e fundamental 1, o restante seria opcional para haver retorno na economia, conforme o gráfico que trata do retorno social da educação p.64;
  • Neste caso, educação com investimento, pesquisa no Ensino Médio, continuidade da graduação (nos IFs e nas Universidades), mestrado e doutorado aparecem como irrelevantes.

Neste projeto de país projetado pelo MEC:

Educação é gasto;

Pesquisa não é prioridade;

Desenvolvimento social não importa.

Para refletir: “Em tempos de desmonte da educação, não pode haver conciliação”.


Imagem de destaque: Geraldo Magela/Agência Senado

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