Depoimento sobre a condução

“É com muita tristeza que assisti no dia de hoje às conduções coercitivas dos atuais dirigentes da UFMG, bem como de seus antecessores e de outros membros da comunidade universitária. Trata-se de mais um caso de afronta aos direitos constitucionais feita por autoridades judiciais e policiais do país. Vivemos, verdadeiramente, sob uma situação de Exceção. O despotismo judicial e da PF vem mostrando-se cada vez maior, sem que qualquer autoridade superior tenha mostrado vontade de contê-lo, à exceção de alguns poucos parlamentares na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

As investigações são sempre bem vindas, desde que feitas dentro da legalidade e respeitando-se os direitos constitucionais pessoais. Não havia razão para que os membros da comunidade da UFMG tivessem sido submetidos à condução coercitiva, sendo objeto de espetáculos cujo fim não é senão abalar suas reputações e, com isso, da UFMG e, de resto, das Universidades públicas.

Que as investigações sejam enquadradas dentre dos limites da lei! Que o arbítrio seja contido! Que suas vítimas tenham a chance do contraditório, apresentando suas defesas, sendo objeto de investigações conduzidas com lisura e, caso indiciadas e processadas, recebendo julgamentos justos. Isso é importante para garantir o Estado de Direito e, dentro dele, punir eventuais delitos que possam ter sido cometidos. Tudo o que houver fora disso é autoritarismo e arbítrio.

Estou certo da idoneidade e da honestidade dos nossos dirigentes máximos, professores Jaime e Sandra.”

Luiz Carlos Villalta
Professor do Departamento de História da Universidade Federal de Minas Gerais

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