5 Fala Ciencia

Colaboração de saberes

Divulgar e comunicar ciência deve ser um esforço coletivo e em várias frentes. Para discutir as possibilidades e desafios da divulgação científica, pesquisadores, divulgadores, jornalistas e curiosos se encontraram na última terça-feira (12) no Museu de Ciências Naturais da PUC Minas. A 5ª edição do Fala Ciência discutiu linguagens, pesquisas, situações e resultados que não só dão um panorama atual da divulgação científica, como também destaca como esse é, e deve ser, uma prática em constante construção.

O curso foi realizado pela rede Mineira de Comunicação Científica e contou com o apoio do Programa de Popularização da Ciência e Tecnologia (Pop Ciência MG), da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes), e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). A programação recebeu a professora Denise Tavares (UFF) que falou dos desafios para a divulgação científica, a professora Silvania Nascimento (UFMG) apresentou pesquisas e resultados de Indicadores de impacto da atividade de divulgação científica. Ainda no período da manhã, o pesquisador Luís Amorim, coordenador do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica da Fiocruz do Rio de Janeiro, voltou sua fala para os profissionais de comunicação, mais precisamente os jornalistas de ciência e sua missão como tal. No período da tarde o assunto em pauta foram as Fake News na Ciência, com o professor da UFMG Yurij Castelfranchi, e a divulgação científica nas redes sociais, com a professora e jornalista Luana Cruz.

Os palestrantes destacaram a necessidade de a divulgação científica e todos os profissionais envolvidos no processo criarem pontes. A divulgação científica pode e deve ocupar diversos papeis no processo de interação entre as perguntas e respostas dos cientistas e as perguntas e respostas da sociedade. A professora Silvania Nascimento lembrou que existem diversos modelos de produção e validação do conhecimento. Por isso é necessário estar atento e dialogar com esses diversos modelos afim de que a divulgação seja um espaço de colaboração de saberes.

Assim como as práticas e linguagens, os palestrantes também destacaram a necessidade de observar todos os atores do processo. O Jornalista Luiz Amorim falou de como é importante empoderar os indivíduos não cientistas. Apesar de apontar o papel fundamental do jornalista nessa ‘missão’, também lembrou que isso também precisa ser foco de atenção do cientista.

Rede Mineira de Comunicação Científica:

Criada em 2015, por iniciativa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), a RMCC reúne as estruturas de comunicação pública da ciência  de universidades e de Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação de Minas Gerais (ICTI). Tem o objetivo de promover e difundir a cultura científica para fortalecer o acesso à ciência, à tecnologia e à inovação como direito primordial à cidadania.

A Rede é composta por 18 instituições, entre universidades instaladas no Estado (UFMG,UFJF,UFV, Ufla, UFVJM, Uemg, ESP-MG, Cefet-MG, PUC Minas, UFU, Unifei, UFSJ e Ufop),  instituições de pesquisa (Fapemig, Epamig, Funed), a Fundação Hemominas e  a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes).

 

Yolanda Assunção

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *