Ciência em Movimento chega à 100ª Exposição

De 21 a 24 de novembro, o Programa Ciência em Movimento esteve em Porteirinha, cidade da região Norte de Minas, que tem pouco mais de 38 mil habitantes. A exposição pôde ser visitada na E. E. Alcides Mendes da Silva, no Centro do Município. Mas essa não foi apenas mais uma viagem, e sim a centésima exposição do Projeto – criado em 2012 com o objetivo de difundir o conhecimento científico e tecnológico, através de linguagem lúdica e popular.

Atualmente, mais de 150 mil pessoas já visitaram as exposições do projeto. Para Giselle Agostini Cotta, coordenadora do Programa na Funed, além dos olhares atentos em cada exposição, é gratificante observar a ansiedade das crianças aguardando a abertura do evento, as carinhas de pura felicidade quando se deparam com as peças do acervo, contanto a história dos peçonhentos, dos mosquitos, das doenças. “São visitantes que retornam todos os dias, cada dia trazendo um familiar ou amigo diferente. Muitas vezes eles mesmos se sentem monitores da exposição, já que visitaram tantas vezes que já se consideram conhecedores do assunto!”, conta Giselle.

A satisfação por parte de quem recebe o programa em sua cidade também é percebida pelos responsáveis pelo projeto. A equipe já recebeu centenas de cartas e e-mails de visitantes das diversas cidades pelas quais o programa já passou. Alunos de Caxambu, no Sul do Estado, agradeceram a visita do Programa por meio de cartas e desenhos com imagens que lembram os temas abordados nas exposições. Para Lucilêy Gonçalves Fernandes Guimarães, que visitou a exposição na cidade de Itamarandiba em 2014, município localizado no Vale do Jequitinhonha, a iniciativa de pôr os pés na estrada para levar conhecimento é uma atitude grandiosa. “Em se tratando principalmente de animais nocivos, peçonhentos, isso é mais interessante ainda. Quanto maior for o volume de informação, menos riscos correrão nossas crianças (em especial). O atendimento foi rico, agradável, claro, perfeito. A exposição foi um presente para todos nós, educadores, crianças e população em geral de Itamarandiba”, relatou a visitante.

Luiza Marilac, secretária de Saúde de Astolfo Dutra, região da Zona da Mata mineira que recebeu o programa no início de 2017, também relatou a experiência enriquecedora que a população do município teve a partir da visita do Ciência em Movimento. “Como a exposição ficou na quadra de uma escola, percebemos o grande envolvimento dos estudantes com as temáticas que envolvem os animais peçonhentos e outros animais. Foi uma atividade que aguçou a curiosidade e o interesse deles para temas relacionados à saúde”, afirma a secretária.

Divulgação Científica

As atividades de divulgação científica da Fundação começaram em 2003, com o projeto Difusão do conhecimento sobre animais peçonhentos, fomentado pelo CNPq. Por meio dele foi produzida a primeira edição da Cartilha Animais Peçonhentos, além da distribuição de CD`s, com o mesmo conteúdo da cartilha para estudantes e escolas. Giselle Cotta conta que, ao longo do tempo, e com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), foram desenvolvidos e comprados materiais expositivos, abordando as serpentes, aranhas, escorpiões e abelhas, sua morfologia, história natural, venenos e subprodutos.

Posteriormente, foram incluídos os temas leishmaniose e dengue, doenças que vem ocorrendo no Estado de Minas Gerais com alta frequência. “Nossas exposições são realizadas em praças públicas ou quadras esportivas de escolas. O baú do caminhão funciona como uma pequena sala de aula, onde são exibidos vídeos relacionados à instituição e aos animais peçonhentos. Nas praças ou quadras de esporte é organizada a exposição dos diferentes temas. Essa estrutura expositiva tem visitado os municípios mineiros, levando o conhecimento para todo o público visitante desde 2012”, detalha a pesquisadora. Em 2015, um caminhão da frota da Funed, com recursos da Fapemig e do COSEMS, foi customizado para atender ao Programa Ciência em Movimento. Seu acervo é composto por réplicas, dioramas, jogos de tabuleiro e aplicativos. Também são oferecidas palestras e treinamentos sobre os assuntos abordados pelo programa. Na oportunidade, são capacitados professores, agentes de saúde e agentes de zoonoses.

Giselle destaca a importância dessas ações já que a Funed é uma geradora de conhecimento com atuação em vários segmentos: indústria, saúde pública, pesquisa e capacitação de recursos humanos. Grande parte do conhecimento gerado na Fundação ainda permanece restrito ao ambiente acadêmico e às publicações científicas. Parte dele também é disseminada por meio dos treinamentos e capacitações realizados na Funed. Outra estratégia utilizada pela instituição é o uso dos diversos meios de comunicação: jornais, TV e redes sociais. “O Ciência em Movimento é a imagem da Funed na rua, para os grandes públicos, com uma abordagem simples para assuntos muitas vezes complexos para o público em geral. Visitar as exposições do Programa é conhecer um pedacinho da nossa centenária Funed, é participar da sua história”, afirma Giselle Cotta. Para a instituição, é uma oportunidade valiosa de retornar para o povo parte dos investimentos públicos aplicados aqui no sentido de garantir o atendimento às demandas da sociedade.

O Programa Ciência em Movimento é pioneiro no estado de Minas Gerais e o único que leva aos cidadãos mineiros informações fundamentais para o controle dos acidentes por animais peçonhentos, agravo identificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como doença negligenciada. Dessa forma a Funed se aproxima do cidadão e contribui para a melhoria da qualidade de vida da população.

A agenda para as viagens de 2018 já está sendo fechada. A princípio, serão realizadas 20 viagens ao longo do ano. A ampliação dos materiais expositivos está sendo avaliada, bem como o desenvolvimento de atividades lúdicas e a inclusão de novos temas. Além disso, estão sendo estudadas parcerias para a produção e desenvolvimento de novos elementos para composição do acervo.

 

 

Fonte: FUNED

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