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Belo Horizonte realiza a 3ª Marcha pela Ciência

No próximo domingo, dia 12, Belo Horizonte realiza a terceira edição da Marcha pela Ciência. O evento, organizado coletivamente por vários grupos e entidades ligadas ao desenvolvimento científico, reúne pesquisadores, gestores, estudantes e diversas pessoas e entidades ligadas à Ciência e Tecnologia que buscam a valorização da ciência e protestam contra a redução dos recursos destinados à pesquisa.

O movimento começou em abril deste ano quando cientistas de várias partes do mundo se uniram para pedir mais visibilidade e credibilidade para a ciência. Os objetivos gerais do encontro envolviam promover educação científica de ponta; comunicação científica aberta, honesta e ao alcance do público; políticas e regulamentos de interesse público baseados em evidências; e financiamento das pesquisas científicas e suas aplicações, além de destacar o papel da ciência como promotora do bem comum.

Desde então os pesquisadores brasileiros continuaram promovendo os atos públicos. Isso porque, além das demandas globais, a ciência no Brasil tem cada dia menos investimento públicos. Em 2017, o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações teve o menor orçamento desde 2005. A situação financeira da área de C&T tem atraído mais pesquisadores para a causa. Segundo Laís Moreira, Vice Presidente da Regional Sudeste da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), desde a primeira marcha, mais pessoas têm se juntado às manifestações. “O corte de 44% no orçamento para C&T e uma diminuição considerável no papel da CAPES está inviabilizando a continuidade das pesquisas e ocasionando a ‘fuga de cérebros’. Estamos perdendo muitos pesquisadores para empresas no exterior”, afirma a pós-graduanda.

E não há previsão de melhoras no campo financeiro de C&T. Mesmo com os ajustes anunciados no fim de outubro, a verba destinada para o MCTIC no próximo ano ainda é R$ 3 bilhões menor que de 2017. Segundo o presidente da SBPC, Ildeu de Castro Moreira, o pequeno aumento na verba prevista é “fruto da mobilização da comunidade científica e acadêmica e de pressões junto ao governo. No entanto, a redução de recursos para C&T permanece drástica. Por isto mesmo, é fundamental manter uma ação vigorosa da SBPC, de outras entidades cientificas e acadêmicas e das instituições de ensino e pesquisa junto ao governo, ao Congresso Nacional e à população para que tal situação possa ser melhorada.” Laís Moreira também acredita que a mobilização é peça chave para a melhora no quadro de C&T. “Todo mundo que constrói nosso Sistema Nacional de CTI – desde o jovem da Iniciação Científica, até o professor/doutor/coordenador de projeto da universidade, passando pela SBPC e outras associações científicas – precisa se mobilizar, fazendo dos nossos laboratórios, universidades e espaços de atuação um megafone em defesa da Ciência e Tecnologia e também participando de atividades de mobilização social”, constata a pesquisadora.

A 3ª Marcha pela Ciência de Belo Horizonte será domingo, dia 12 de novembro, a partir de 10h na Praça da Liberdade.

 

Yolanda Assunção

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