Dia Do Professor

Outubro de 2018 e anos vindouros: @s professor@s e a resistência ao fascismo

Por Luciano Mendes

Em Memórias de um Chauffeur de Praça de Moacyr Andrade, o narrador, lá pelas tantas, afirma que as reformas da educação em Minas Gerais só não atrapalhavam mais as escolas, só não comprometiam mais a educação, porque os(as) professores(as) as ignoravam.

Trabalhando há 22 anos na UFMG, como professor, depois de trabalhar alguns anos como Técnico Administrativo, sou testemunha de que, muitas vezes, para defender a qualidade da universidade, foi necessário simplesmente ignorar as reformas.

Para os reformadores, progressistas ou reacionários, a ação d@s professor@s sempre foi tida como um dos principais empecilho às mudanças na escola. Mas isso, do ponto de vista histórico, político cultural, nem sempre é, verdadeiramente, um problema.

Ainda que isso possa mudar muito rapidamente, felizmente, hoje, boa parte da educação em sua forma escolarizada conta com a presença e mediação das professoras e professores no cotidiano escolar. Isso implica que, para que as propostas de reforma da educação brasileira, se efetivem, precisam do engajamento das(os) professores.

Isso, a mim, me dá um alento, pois sei que em cada uma das quase 200 mil escolas brasileiras há alguém que luta pela democracia, há alguém que recorda e relembra os horrores do fascismo e da ditadura, que celebra alegria do encontro e o encanto de sermos diversos em nossas humanidades.

Os anos vindouros, mais do que nunca, nos professor@s somos mais uma vez convocados à luta por uma escola de qualidade para tod@s e, na pior das hipóteses, fazer da sala de aula uma importante trincheira contra o fascismo. E, certamente, não faltaremos à luta!

Imagem de destaque: Gustavo Mazzeti e Pedro Cabral

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