Educação e Cidadania: que educação? Que cidadania?

Formatura FIEI/UFMG 2018. Foto: Diaswel Dias                          Pesquisa de intenção de votos de para presidenciáveis 2018                                                                                                                       (publicada em 18-09-2018) Fonte: IBOPE

Por Luciano Mendes

Saí há pouco de um seminário em que um grupo professoras(es) da Universidade Pedagógica Nacional discutiam os textos de um livro que estão preparando sobre ensino de história e formação cidadã. Chegando, entrei aqui no Facebook e vi as duas imagens abaixo: a da mais recente pesquisa do IBOPE e da cerimônia de formatura de professores(as) indígenas na Faculdade de Educação da UFMG.

As duas imagens, em quase tudo opostas, me fizeram perguntar: o que aconteceu? O que está acontecendo que depois de mais de 30 anos de educação crítica para a cidadania democrática um candidato que defende o fim da democracia e é contrário a tudo aquilo que acreditamos ser uma vida social minimamente civilizada tem quase 30% das intenções de voto?

É certo, como eu disse numa postagem ontem, que há muita coisa boa acontecendo no Brasil, no campo da educação e fora dele. A imagem da formatura que posto abaixo é, disse, um eloquente testemunho. No entanto, não pude deixar de pensar nos LIMITES DA EDUCAÇÃO ESCOLAR na formação dos sujeitos e, por que não, nos LIMITES DE NOSSAS PROPOSTAS de educação para a cidadania.

D mesmo modo, me fez lembrar, e pensar, que no Governo do Hadad e Manuela, porque não tenho dúvida de que vamos ganhar, é preciso que a gente pense nestas questões com muito atenção. É preciso, penso eu, enriquecer as proposta de educação do Programa que foi apresentado pelo PT e aliados com muito mais coisa. Ele está pobre, inclusive do ponto de vista da ESCOLA. E precisamos ir muito além, retomando a ideia clássica, da esquerda democrática da educação como um PROJETO POLÍTICO CULTURAL, que envolve a escola mas não se limita a ela (e, às vezes, não tem na escola a sua forma mais fundamental de operacionalização).

Não acho que isso seja o antídoto contra novos Bolsonaros, pois A EDUCAÇÃO É SEMPRE UMA APOSTA, cheia de mal entendidos e que tais, mas não nos é dado o direito de desistir, não é mesmo Eliane Lopes? Escola, cinema, teatro, televisão, TODAS AS ARTES, brincadeiras, livros, revistas, formação de autor@s e leitor@s, rádio… Uma verdadeira PAIDEIA, democrática, popular, da cidade e do campo, tudo junto e misturado.

Não sei se seremos capazes, mas que é preciso pensar numa direção como essa, disso eu estou convencido.

Imagem de destaque: Foto: Pedro Cabral

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