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Debate com as chapas candidatas à reitoria da UFMG

Foi realizado ontem (28) o debate com os candidatos a reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais para o quadriênio 2018 – 2022. Nosso debate foi o primeiro encontro público entre os candidatos e a proposta que desenhamos propôs um diálogo entre a comunidade acadêmica e os candidatos sobre o tema A universidade e a cidade no contexto de comemorações dos 120 anos de Belo Horizonte e os 90 anos da UFMG.

Cada candidato teve a oportunidade de expor suas concepções e propostas por 20 minutos dentro do tema apresentado. A candidata sorteada para abrir o debate foi a Sandra Goulart Almeida (FALE) junto ao vice de sua Chapa 2 – UFMG Pública e diversa – Alessandro Moreira (Escola de Engenharia). Sandra destacou que a

universidade habita a cidade e que não há mais espaço para uma concepção de cidade dissociada dela. Relembrou uma concepção de cidade universitária em que a separação e autossuficiência da universidade eram as marcas de um projeto que a distanciava da cidade. 

Sandra Goulart Almeida (FALE) Chapa 2 – UFMG Pública e Diversa. Foto: Pedro Cabral

Sandra destacou também que os problemas que tocam a cidade, como segurança, mobilidade, acessibilidade, também são problemas da universidade e que sua resolução depende de uma abordagem conjunta. Por fim, reforçou a ideia de que a universidade é um lugar que oferece soluções e que abraça seu compromisso de dar retorno técnico, humano e científico. Com isso, finalizou que a universidade é um lugar de difusão, produção e compartilhamento de saberes e experiências como uma via de mão dupla na relação com a cidade e seus cidadãos.

 

Por sua vez o candidato Renato de Lima Santos (Escola de Veterinária) juntamente com a sua vice Carmela Polito Braga (Escola de Engenharia) que compõem a Chapa 1 – UFMG em Foco – falou sobre a importância da integração entre a universidade e a cidade, destacando sua missão transformadora. Em sua concepção o compromisso e o respeito institucional a esta missão transforma as pessoas e consequentemente a cidade. Outro ponto que destacou em sua fala foi o da importância em reconhecer as ações afirmativas a partir da consolidação da política em quadros de desempenho e permanência que visem a excelência acadêmica.

Renato Santos (Escola de Veterinária) e sua vice Carmela Polito Braga (Escola de Engenharia) da Chapa 1 – UFMG em Foco. Foto: Pedro Cabral

Para o candidato não existe antagonismo entre qualidade e inclusão, uma vez que este é um dos catalizadores do papel transformador da universidade, sua missão.

Entre outros pontos Renato reforçou a importância da eficiência na gestão da infraestrutura universitária, na plena adequação do corpo técnico da universidade e no aproveitamento do potencial destes funcionários.

Por fim, a candidata Andrea Macedo (ICB) que compõe juntamente com a professora Paula Ribeiro (FACE) a Chapa 3 – UFMG +. Iniciou sua fala com o questionamento acerca da necessidade de uma universidade pública, gratuita e laica em pleno século XXI, destacando que a universidade precisa estar ciente de seu papel. Papel este que em sua concepção foi desempenhado na relação da UFMG com a cidade de Belo Horizonte, e destacou o primeiro plano diretor da cidade elaborado dentro da UFMG. Entretanto, Andreia também reconhece que esta ligação, retorno e reconhecimento vem se perdendo ao longo do tempo e considera fundamental a sociedade reconhecer sua importância.

Andrea Macedo (ICB) da Chapa 3 – UFMG +. Foto: Pedro Cabral

Terminada a apresentação o debate com os candidatos foi realizado a partir de perguntas enviadas para a nossa equipe através da internet e presencialmente. Entre as perguntas destacadas tivemos o questionamento da acessibilidade de pessoas cadeirantes as estruturas físicas e equipamentos institucionais, sobre as obras que se encontram paradas dentro do campus, etc. Sobre a autonomia universitária se destacou o cenário de crescente ameaça financeira, além dos problemas burocráticos que engessa seus funcionários e docentes na elaboração de políticas, viabilização de obras e gestão institucional eficiente. 

A equipe do Pensar a Educação Pensar o Brasil elaborou uma pergunta em que destacou o papel dos movimentos sociais na relação com a universidade e obteve o retorno dos candidatos reafirmando não só a sua importância, mas a efetiva participação da sociedade civil dentro do conselho universitário.

Por fim, os candidatos reconheceram a importância do evento e do diálogo estabelecido com a comunidade acadêmica. Destacaram a legitimidade das propostas das chapas concorrentes e a satisfação em dividir esta eleição com candidatos comprometidos com a universidade. O candidato Renato destacou que o quadriênio 2018 – 2022 será importante e difícil, guardando um grau de imprevisibilidade política e financeira importante, questão compartilhada entre todos nós preocupados com o futuro de nossa instituição.

 Vanessa Macêdo